'Família espera seguir adiante', diz advogado após a condenação do último réu pela morte de torcedor do Atlético em 2021
AI Summary
The final defendant in the killing of Atlético fan Matheus de Freitas Ferreira was sentenced to 67 years in prison after a lengthy judicial process in Belo Horizonte. The attack involved violence by rival fan groups, and the family hopes the conviction allows them to move forward despite ongoing legal appeals.
Justiça condena torcedor do Cruzeiro Após cinco anos, chegou ao fim, em primeira instância, a sequência de processos relacionados à morte do torcedor do Atlético Matheus de Freitas Ferreira, de 20 anos. O último réu julgado pelo ataque a um ônibus com atleticanos, ocorrido em novembro de 2021, foi condenado a 67 anos de prisão por um homicídio consumado e seis tentativas de homicídio, nesta quarta-feira (12). O júri se encerrou às 22h51. O g1 conversou com o advogado que representa a família do torcedor atleticano assassinado, Filipe Augusto Barbosa Ferreira e acompanhou todo o processo. Parentes de Matheus preferiram não dar entrevista neste momento. Filipe informou que para a família, porém, o encerramento dessa etapa não é motivo de comemoração. Foram anos de desgaste e de repetidas exposições à violência sofrida por Matheus. “Cada novo júri e cada adiamento acabam fazendo com que a família reviva fatos profundamente dolorosos e dificultam o próprio processo de elaboração do luto”, afirmou o advogado. O advogado afirmou que a condenação representa o encerramento de uma etapa importante, mas ressaltou que a decisão ainda é de primeira instância e pode ser contestada por meio dos recursos previstos em lei. “Neste momento, mais do que comemorar uma condenação, a família espera poder finalmente encontrar algum espaço para seguir adiante, com respeito à memória da vítima e sem precisar reviver continuamente essa tragédia”, disse. Começa novo julgamento de acusados de matar torcedor do Atlético em emboscada Relembre o caso O ataque aconteceu na noite de 28 de novembro de 2021, após a partida entre Atlético-MG e Fluminense, no Mineirão. Um ônibus que transportava torcedores atleticanos foi cercado e atacado na Região do Barreiro, em Belo Horizonte. Segundo as investigações, o grupo suspeito teria usado paus, barras de ferro, fogos de artifício e coquetéis molotov durante a ação. O veículo, que fazia a linha 6350, ficou destruído após o ataque. Entre os passageiros estavam integrantes da torcida organizada Galoucura, além de outros torcedores. Matheus de Freitas Ferreira, de 20 anos, ficou gravemente ferido e morreu dois dias depois. Outras pessoas ficaram feridas. Dias depois, familiares e amigos se reuniram para o velório e o sepultamento do jovem, marcado por momentos de dor e indignação. Torcedores prestaram homenagens e cobraram punição aos responsáveis pelo ataque. Matheus foi sepultado no Cemitério da Paz, em Belo Horizonte. A investigação apontou integrantes da torcida organizada Máfia Azul, do Cruzeiro, como suspeitos. O Ministério Público denunciou os envolvidos por crimes como homicídio consumado, tentativas de homicídio e associação criminosa. Os réus passaram por julgamentos anteriores, mas as condenações foram anuladas pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que reconheceu irregularidades processuais. Por isso, um novo Tribunal do Júri foi marcado. O advogado Filipe Augusto Barbosa Ferreira, no canto esquerdo da foto, durante o julgamento do último réu envolvido no processo. Cecília Pederzoli - TJMG LEIA TAMBÉM Começa novo júri de integrantes de organizada do Cruzeiro acusados de matar torcedor do Atlético em emboscada Ônibus com torcedores do Atlético-MG é alvo de emboscada e pelo menos 11 pessoas ficam feridas Dor e indignação marcam velório de torcedor morto após ataque a ônibus em Belo Horizonte Família decide doar órgãos de torcedor morto após ataque a ônibus em BH Vídeos mais vistos no g1 Minas Gerais