Fã de Neymar faz álbum da Copa aos 85 anos e cobra figurinha do ídolo: “Se não tiver, não vou completar”
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Maria de Oliveira, a fã de futebol de 85 anos, dedica parte de sua aposentadoria para colecionar figurinhas da Copa do Mundo. Ela espera ansiosamente pela figurinha de Neymar, convocado para o Mundial de 2026, enquanto se diverte trocando cromos. Essa tradição de colecionar figurinhas traz alegria e memórias afetivas para muitos, incluindo sua família.
Esporte: shopping cria espaço para troca de figurinhas da Copa em Juiz de Fora Comprar, abrir o pacotinho, ver os cromos dos jogadores preferidos, colar, trocar as repetidas, se divertir. Completar um álbum de Copa do Mundo é bem mais do que um mero objetivo para os fãs de futebol. Cada figurinha representa uma memória afetiva e um jeito de celebrar a paixão pelo futebol e pelos ídolos. É assim que Dona Maria de Oliveira, de 85 anos, separa parte da aposentadoria de quatro em quatro anos para começar uma nova história, contada em páginas de papel e preenchida com centenas de cromos retangulares. Moradora de Minas Gerais, a idosa faz álbuns há 20 anos, mas este será especial. Afinal, um dos ídolos dela foi convocado e vai disputar a última Copa do Mundo. Em meio às dúvidas e polêmicas sobre a convocação, Neymar Jr. ficou fora do álbum original, mas estará no Mundial em 2026 para alegria de Dona Maria. Ansiosa para que as figurinhas do craque do Santos cheguem logo às bancas de jornal e lojas, ela cobra rapidez e comemora a convocação do meia. Confira as notícias do esporte na Zona da Mata Maria de Oliveira tem 85 anos e aguarda figurinha do ídolo Neymar Maria de Oliveira/Arquivo pessoal “Quero todas (as figurinhas) do Brasil. Mas a que eu mais queria e não tem nesse álbum é a do Neymar. Espero que façam uma figurinha especial dele agora que foi convocado. Vou colar no lugar de quem não foi. Se não tiver figurinha do Neymar não vou completar o álbum”, disse. A Panini, empresa que tem os direitos sobre o álbum de figurinhas da Copa do Mundo Fifa, já informou que vai atualizar as figurinhas da seleção brasileira, com Neymar e outros quatro jogadores que ficaram fora das páginas da publicação. Enquanto isso o cromo de Neymar não entra em circulação, Dona Maria tem outras 982 figurinhas para encontrar e se distrair. E não faltam craques favoritos para ela achar em algum pacotinho. Fã do português Cristiano Ronaldo e do francês Mbappé, ela quer encontrar estes e outros jogadores que admira. — Adoro quando abro um pacote e encontro algum jogador do Brasil ou estrangeiro de que gosto muito — diz ela. Muitas pessoas acreditam que a paixão por álbuns de Copa do Mundo nasce nas infância. No entanto, a vontade de colecionar de Dona Maria só foi concretizada em 2006, quando ela tinha 65 anos de idade. De lá para cá, foram cinco coleções. Quatro delas foram completadas com sucesso. Porém um trauma fez com que uma edição ficasse com espaços vagos nas folhas. “Só não completei o de 2014. Depois da derrota do Brasil para a Alemanha por 7 a 1 não mexi mais naquele álbum”, relembrou. As trocas de figurinhas também se tornaram uma diversão em família. Enquanto Dona Maria organiza a coleção e controla as que ainda faltam, as netas entram em campo nas negociações. Aposentada coleciona álbuns da Copa de 2006 Maria de Oliveira/Arquivo pessoal — As minhas netas trocam para mim na faculdade e na escola. Eu fico só administrando quais estão faltando — disse. Os álbuns simbolizam memória, encontro e alegria para Dona Maria. E, quando é perguntada e tenta resumir o significado da coleção, ela responde sem hesitar. — (O significado) É a alegria de ver os melhores do mundo juntos de tempos em tempos — disse. Memórias das Copas A relação de Dona Maria com o esporte começou muito antes dos pacotinhos e das páginas coloridas. As primeiras lembranças vieram ainda na infância, na roça, quando ouviu falar do Rei Pelé. Já parecia algo quase mágico, tudo isso sem rádio ou televisão por perto. — Lembro de um tio querido que sempre falava do Pelé com muito entusiasmo. Dizia que ele jogava muito bem, mas até então eu nunca tinha visto. Só ouvia falar das vitórias do Brasil nas Copas de 1958 e 1962 — contou. A paixão ganhou força na década de 1970, quando ela comprou a primeira televisão e pôde acompanhar uma Copa pela primeira vez. Maria relembra com carinho o torneio daquele ano, no México, marcado pelo tricampeonato da seleção brasileira. — Vários vizinhos foram ver lá em casa. Era criança e adulto para todo lado. A casa ficou lotada — lembrou. O que antes era apenas imaginação, construída pelas histórias do tio, ganhou imagem, som e emoção. Vieram as narrações dos jogos, os dribles na televisão e as camisas verde-amarelas que ocupavam a sala da casa. Com o passar dos anos, a torcida também cresceu, chegaram os filhos, os netos e as novas gerações, que passaram a compartilhar o mesmo ritual durante as Copas. — Durante a infância, nunca pude acompanhar, pois não tinha acesso a rádio na roça. Mas, depois de adulta, pude ter TV e sempre vejo desde então. Sempre fiz questão de reunir a família para ver a Copa em casa. Decorava com bandeirinhas e era uma farra — contou. Antes do fim da entrevista, Dona Maria ainda lembrou da Copa do Mundo mais marcante. Para ela, foi a de 2002. Fã de Rivaldo e Roberto Carlos, ela lembra que um outro ídolo fez aquele Mundial ser especial. “Foi a reviravolta do Ronaldo Fenômeno. Ele é o melhor de todos os tempos