Execuções públicas são praticadas, sobretudo, por países com governos autoritários e por grupos terroristas
AI Summary
The UN and Amnesty International condemned the U.S. plan to publicly broadcast the execution of former Army psychiatrist Nidal Hasan, convicted of killing 13 people at Fort Hood in 2009. Defense Secretary Pete Hegseth announced the plan, and President Donald Trump said he authorized it, though Vice President J.D. Vance expressed doubt it would happen.
ONU repudia decisão do governo Trump de transmitir execução de ex-militar condenado à morte A Organização das Nações Unidas manifestou repúdio à decisão do governo americano de transmitir a execução de um ex-militar condenado à morte. A porta-voz da ONU para o Alto Comissário de Direitos Humanos afirmou que a transmissão ao vivo da execução equivaleria a uma forma de tortura. A diretora da Anistia Internacional disse que ficou chocada e que a decisão do governo americano “transforma algo tão desumano em um espetáculo público, um teatro da barbárie”. Na quinta-feira (8), o secretário de Defesa, Pete Hegseth, anunciou o plano: “O condenado vai enfrentar um pelotão de fuzilamento, e vamos garantir que as pessoas possam assistir, que seja público. As pessoas precisam entender que existem consequências graves para esse tipo de coisa”. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Correspondente Raquel Krähenbühl perguntou ao presidente Donald Trump se ele autorizou a decisão de transmitir a execução ao vivo Jornal Nacional/ Reprodução Em 2009, o ex-major e psiquiatra do Exército Nidal Hasan abriu fogo e matou 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Texas. Ele também deixou 32 feridos e foi condenado à pena de morte em 2013. Hegseth afirmou que os Estados Unidos não usam o pelotão de fuzilamento contra um militar desde a Segunda Guerra Mundial: Se o plano for levado adiante, no dia 3 de dezembro, essa será a primeira execução pública nos Estados Unidos desde 1936 e a primeira na história do país a ser transmitida ao vivo. A correspondente Raquel Krähenbühl perguntou ao presidente Donald Trump se ele autorizou a decisão de transmitir a execução ao vivo. O presidente respondeu: "Com certeza". A outro repórter disse que ainda não havia tomado uma decisão. Já o vice-presidente J.D. Vance disse ter dúvidas de que a execução será realmente transmitida e avisou que, se acontecer, não vai assistir. Execuções públicas são praticadas, sobretudo, por países com governos autoritários e por grupos terroristas Jornal Nacional/ Reprodução O fuzilamento é um método de execução raro nos Estados Unidos. Em 2026, o governo Trump voltou a incluí-lo entre os métodos permitidos para os crimes federais mais graves, ao lado da cadeira elétrica e a asfixia por gás. O anúncio de que a execução será transmitida ao vivo rompe com décadas de práticas estabelecidas em torno da pena de morte. Execuções públicas são praticadas, sobretudo, por países com governos autoritários e por grupos terroristas, como o Estado Islâmico. Em 2025, 17 pessoas foram executadas em público no Afeganistão e no Irã, de acordo com a ONG Anistia Internacional. Em outros anos, também houve execuções desse tipo na Somália, Arábia Saudita e Coreia do Norte. O sargento Alonzo é um dos sobreviventes do ataque na base militar do Texas. Ele foi baleado sete vezes no massacre do Texas e lamentou a decisão de transmitir a execução: “Não deveríamos transformar isso em um espetáculo. Não deveríamos transformá-lo em um mártir”, disse. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Pelotão de fuzilamento: Estados Unidos terão primeira execução pública em 90 anos ONU diz que execução ao vivo anunciada pelos EUA é forma de 'tortura'