Ex-diretor de presídio em MS é denunciado por liderar suposto esquema de propina e regalias para presos
AI Summary
The former director of the Dourados State Penitentiary in Brazil, Rangel Schveiger, was formally charged with leading a bribery and favoritism scheme benefiting prisoners. The allegations include receiving large sums to allow exclusive drug sales and possession of firearms inside the prison, exposing systemic corruption among prison officials and criminal factions.
Rangel Schveiger, foi afastado e terá que usar tornozeleira eletrônica Reprodução O ex-diretor da Penitenciária Estadual de Dourados (PED), o policial penal Rangel Schveiger, e outros 10 investigados foram denunciados à Justiça sob suspeita de integrar um esquema de propina, favorecimento e concessão de regalias a detentos do presídio. Segundo a denúncia, Rangel teria recebido R$ 300 mil de um detento para garantir a ele exclusividade na venda de drogas dentro da unidade e permitir que portasse uma pistola no interior do presídio. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Ao g1, o ex-diretor da PED afirmou que ainda não foi formalmente citado pela Justiça e que sempre atuou com estrita fidelidade às leis e aos deveres do cargo público que exerceu. O posicionamento completo está ao final da reportagem. O g1 não conseguiu contato com as defesas dos demais investigados até a publicação desta reportagem. Entre os denunciados estão servidores públicos, advogados e supostas lideranças de facções criminosas, acusados de crimes como corrupção ativa e passiva, advocacia administrativa, organização criminosa, favorecimento real, violação de sigilo profissional e fraudes em processos de licitação. Operação Sátrapa A denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) foi recebida em 28 de julho de 2026 pelo juiz Marcel Goulart Vieira, da 2ª Vara Criminal de Dourados. A denúncia é resultado das investigações da Operação Sátrapa, deflagrada em fevereiro de 2025 pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/PF). Na época, a operação resultou no afastamento de Schveiger do cargo. Homem cometeu crimes para voltar à Penitenciária Estadual de Dourados. Reprodução/Agepen As investigações apontaram, segundo o Ministério Público, a existência de um esquema estruturado de corrupção, favorecimento de integrantes de facções criminosas e fraudes administrativas durante o período em que Schveiger esteve à frente da unidade prisional. Conforme a denúncia, Rangel Schveiger e o então chefe de disciplina do presídio utilizavam o poder dos cargos para negociar regalias destinadas a presos mediante o pagamento de valores em dinheiro. Agora no g1 Entre os casos descritos pelo Ministério Público está o suposto pagamento de R$ 9 mil feito pelo detento Herberte Gonçalves Mareco. Segundo a acusação, o valor teria sido entregue ao ex-diretor para autorizar a entrada de um aparelho celular na penitenciária. Em outra negociação, Schveiger e o então chefe de disciplina teriam recebido R$ 300 mil do traficante Eduardo de Jesus Oliveira, conhecido como "Cachoeirinha". Em troca, segundo o MPMS, a direção teria garantido ao detento exclusividade na venda de drogas dentro da PED e permitido que ele portasse uma pistola calibre 9 mm no interior do estabelecimento penal. O g1 não conseguiu contato com a defesa de Eduardo e Herberte até esta publicação. As investigações apontam ainda que o ex-diretor teria utilizado suas prerrogativas funcionais para comercializar telefones celulares dentro da penitenciária. Suposta ligação com facção A peça acusatória também aponta o suposto envolvimento de Rangel Schveiger com uma advogada e o marido dela, apontado como uma das lideranças da facção criminosa Comando Vermelho (CV). Segundo o Ministério Público, em troca de vantagens financeiras, Rangel teria garantido a transferência de presos ligados à facção para pavilhões específicos, além de incluí-los em frentes de trabalho e estudo que permitiriam a remição de penas. Ainda de acordo com a acusação, o ex-diretor teria atendido a um pedido para transferir presos considerados de alta periculosidade, investigados por tráfico internacional de drogas, para a unidade de Dourados. Fraudes em licitações O Ministério Público também acusa Schveiger de fraudar o caráter competitivo de dois procedimentos licitatórios destinados à aquisição de produtos e serviços para a Penitenciária Estadual de Dourados. Em um dos casos, segundo a denúncia, o ex-diretor teria orientado um fornecedor a providenciar orçamentos fictícios de diferentes empresas para simular concorrência. Em outro procedimento, teria solicitado cotações distintas de uma mesma empresa com o objetivo de direcionar a contratação. Suposta violação de sigilo A denúncia aponta ainda que Rangel Schveiger teria cometido o crime de violação de sigilo profissional ao revelar a servidores e ao então chefe de disciplina a existência de uma investigação confidencial conduzida pela Polícia Federal, por meio da FICCO. Segundo o MPMS, a conduta teria prejudicado os trabalhos de inteligência e retardado o fornecimento de imagens de segurança requisitadas pelas autoridades. Relatórios anexados aos autos também apresentam depoimentos e análises telemáticas que, segundo a acusação, relacionam Schveiger a movimentações de presos entre celas disciplinares que teriam culminado na morte de detentos na PED. Em um dos casos citados por testemunhas e que, segundo os investigadores, foi corr