Ex-comandante é condenado por naufrágio de submarino da Argentina que matou 44 tripulantes

🌐 Globo (AR) —
Ex-comandante é condenado por naufrágio de submarino da Argentina que matou 44 tripulantes

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The former commander Claudio Villamide has been sentenced to three years conditional prison for negligence in the 2017 sinking of the Argentine submarine ARA San Juan, which resulted in 44 deaths. The verdict reflects judicial findings on inadequate safety conditions leading to the tragedy, though other naval officers were acquitted.

Foto de arquivo, feita em 2014, mostra o submarino ARA San Juan em Buenos Aires Argentine Navy/Handout via Reuters A Justiça argentina condenou o ex-comandante da Força de Submarinos Claudio Villamide a três anos de prisão pelo naufrágio, em 2017, do submarino ARA San Juan, que matou 44 tripulantes, segundo a sentença lida pelo tribunal nesta quarta-feira (8). Apesar da sentença, ele não deverá ser detido. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A embarcação adernou e implodiu no Atlântico Sul, em uma das maiores tragédias da Marinha Argentina em tempos de paz. Segundo a ação, a embarcação tinha iniciado sua missão de patrulha em frente à costa argentina sem estar em condições ótimas para a navegação. O submarino tinha uma restrição de imersão de cem metros porque tinha testes pendentes depois de cumprir os reparos de meia vida. O tribunal federal da província de Santa Cruz julgou Villamide culpado de negligência e descumprimento dos deveres de funcionário público, enquanto outros três comandantes navais foram absolvidos. A corte condenou por unanimidade o ex-comandante de 62 anos e ex-chefe da divisão de submarinos da Marinha, e lhe impôs uma pena condicional de três anos que, a princípio, evita sua reclusão. A condenação imposta pelo tribunal não representa a prisão efetiva do ex-comandante naval, que deverá informar seu domicílio e se apresentar à justiça pelo período que durar sua sentença. Foram absolvidos os ex-capitães Luis Enrique López Mazzeo, Héctor Aníbal Alonso e Hugo Correa — os únicos, junto com Villamide, que foram levados a julgamento em um processo que contou com uma centena de testemunhas. Punição 'insuficiente' "Os familiares vão apelar das absolvições e reivindicar penas mais severas", disse a advogada dos demandantes Valeria Carreras, representante da maioria dos familiares das vítimas, que consideraram a punição da corte "insuficiente". As apelações serão apresentadas depois que o tribunal divulgar os fundamentos da sentença, em 21 de agosto. "O objetivo será revisar tanto as absolvições quanto a quantidade da pena imposta a Villamide", explicou Carreras. Apesar de tudo, a advogada deu destaque à sentença. "É importante ter podido provar a culpa de Villamide. Foram 44 mortes evitáveis e é uma mensagem às Forças Armadas e ao Estado para que cuidem dos servidores da pátria", acrescentou. De todo modo, ela admitiu "certa decepção" com as absolvições dos outros réus. O Ministério Público sustentou que Villamide não levou em conta "as condições deficientes de prontificação" do submarino e por isso tinha pedido uma pena de cinco anos de prisão. A ação, que representa as famílias das vítimas, 43 homens e uma mulher, tinha pedido penas de prisão para os quatro réus. Investigações inconclusivas As causas do naufrágio seguem sem esclarecimento. O submarino reportou uma avaria e um princípio de incêndio causado por um curto-circuito no quarto de baterias. Em 15 de novembro de 2017, submergiu além dos 100 metros e implodiu. Uma operação internacional participou das buscas pela embarcação quando ainda havia esperanças de encontrar seus tripulantes vivos depois que a Marinha argentina divulgou que o submarino tinha sofrido uma "falha nas comunicações". No entanto, os destroços do submarino foram encontrados um ano depois a 500 km da costa argentina e a cerca de 900 metros de profundidade no Atlântico Sul, sem nunca terem sido resgatados. sa/lm/vel/mvv/am

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