Eudo Raffael defende fim da terceirização na saúde, PM como instituição civil e transporte público gratuito; VEJA plano
AI Summary
Eudo Raffael, candidate for Acre governor, proposes a fully state-run health system, free public transportation, and an agroecological land reform in his 2027-2030 plan. His agenda also addresses public security reform focusing on human rights, social inclusion, and combating structural violence and racism.
Eudo Raffael (PCB) é candidato ao governo do Acre Reprodução/Rede Amazônica O candidato ao governo do Acre Eudo Raffael (PCB) defende uma saúde 100% estatal, transporte público gratuito e estatal, universalização do saneamento, fortalecimento da escola pública, ampliação da proteção social, reforma agrária com enfoque agroecológico e mudanças na política de segurança pública. O plano de governo para 2027 a 2030 também apresenta propostas relacionadas à democratização da comunicação, cultura, esporte e lazer, política fiscal e dívida pública. Na área fiscal, por exemplo, defende a taxação progressiva sobre grande capital, lucros, dividendos e heranças, além de uma auditoria integral da dívida pública. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Na comunicação, propõe combater monopólios midiáticos, fortalecer emissoras estatais sob controle popular, apoiar mídias comunitárias e tratar o acesso à internet e à informação como serviço público universal. Confira, nesta reportagem do g1, o que o candidato propõe para: Saúde Segurança pública Agronegócio, produção rural e meio ambiente Infraestrutura, saneamento e mobilidade Transporte público e mobilidade Reforma urbana e habitação Educação Desenvolvimento social Mulheres e combate à violência Trabalho, emprego e renda Eleições 2026: Eudo Raffael é lançado oficialmente como candidato ao governo do Acre Saúde Na área da saúde, o plano propõe um sistema 100% estatal, com a retirada da saúde da lógica de mercadoria. A proposta prevê o fim de formas de terceirização, privatização e da gestão por Organizações Sociais (OSs). O documento estabelece como prioridades a medicina preventiva e a atenção básica, considerando as especificidades da realidade amazônica. A humanização do atendimento também aparece como uma diretriz, associada à ideia de que a saúde deve ser tratada como um direito e não como mercadoria. Segurança pública Para a segurança pública, o plano propõe uma política baseada na proteção da vida e dos direitos humanos, com ações de prevenção, inclusão social e combate às desigualdades. Entre as principais propostas estão: Fortalecer a inteligência policial voltada ao combate ao crime organizado; Promover a desmilitarização da Polícia Militar; Investir em uma formação cidadã para os profissionais das forças de segurança; Ampliar o controle social sobre a segurança pública; enfrentar a violência estrutural e o racismo; Combater o encarceramento em massa. A proposta, portanto, associa segurança pública não apenas à atuação policial, mas também a políticas de prevenção, inclusão e redução das desigualdades. Agronegócio, produção rural e meio ambiente O plano apresenta uma posição crítica em relação ao modelo de agronegócio e propõe uma reforma agrária agroecológica, associada à soberania alimentar e energética. Entre as propostas estão: Pressionar pela realização da reforma agrária no Acre; Promover a divisão de latifúndios considerados improdutivos e de terras griladas pelo agronegócio predatório; Priorizar a produção coletiva e cooperativa; Direcionar a produção às necessidades da população e não à exportação de commodities; Fortalecer a agroecologia como alternativa à dependência do agronegócio; Garantir alimentação limpa e preços justos; Fortalecer o mercado interno e a produção coletiva; Investir em fontes de energia renováveis, especialmente energia solar e biomassa. Na área ambiental, o plano defende a proteção da Amazônia e relaciona o combate ao desmatamento a uma mudança no modelo de exploração dos recursos naturais. Também propõe políticas de proteção territorial e incentivo à bioeconomia, valorizando os conhecimentos tradicionais e os modos de vida das populações originárias e tradicionais. O documento rejeita a lógica dos créditos de carbono e do chamado mercado verde. Infraestrutura, saneamento e mobilidade O plano defende que a infraestrutura pública seja direcionada prioritariamente às necessidades sociais. Na área do saneamento e água tratada a proposta é manter e ampliar a estrutura pública e estatal de saneamento, abrangendo gestão, coleta e tratamento. O objetivo apresentado é universalizar o atendimento em todos os municípios e na capital. O documento também propõe: Controle público dos serviços pelos trabalhadores do setor e pelas comunidades atendidas; Criação de tarifas sociais; Garantia de qualidade técnica; Planejamento da gestão da água para enfrentar impactos climáticos; Proteção dos mananciais amazônicos contra a poluição industrial, urbana e rural. Transporte público e mobilidade A mobilidade urbana é apresentada como um direito social. O plano defende: Sistemas de transporte 100% públicos e gratuitos; Criação de uma empresa estatal de transporte rodoviário, ferroviário e fluvial; Fim das concessões para empresas privadas de transporte; Adoção da tarifa zero como meta; Integração entre áreas rurais e urbanas; Modelos de transporte sustentáveis; Redução do peso financeiro do deslocamento sobre os trabalhadores. Reforma urbana e