Estudante conta que foi impedido de fazer o vestibular da UFG por causa de bomba de insulina
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A student with diabetes says he was prevented from taking the Federal University of Goiás entrance exam because he uses an insulin pump. The exam organizer said candidates needed to notify it in advance and submit medical documentation, while the university stated that special accommodations do not require a new registration fee and that candidates should not be turned away at the exam site.
Estudante conta que foi impedido de fazer o vestibular da UFG por causa de bomba de insuli O estudante João Pedro Ladislau conta que foi impedido de realizar a prova do vestibular da Universidade Federal de Goiás (UFG) por causa do uso do Sistema de Infusão Contínua de Insulina, mais conhecido como bomba de insulina (veja o vídeo acima). João Pedro é diabético desde criança e conta que não conseguiu anexar o laudo médico quando fez a inscrição para o vestibular. Em nota enviada à TV Anhanguera, o Instituto Verbena informou que segue com rigor o que está escrito no edital da prova e que para o uso de dispositivos médicos, como a bomba de insulina, é necessário comunicar com antecedência a comissão organizadora por e-mail pelo menos três dias antes da prova, anexando os documentos exigidos. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp A prova aconteceu neste domingo (27). Antes do início da aplicação do exame, o estudante teria procurado a coordenação no local da prova para informar que precisava usar a bomba de insulina. O jovem disse que foi informado de que não poderia fazer a prova com um aparelho, independentemente de qual fosse. "Porque era um aparelho, que independente do aparelho, falaram que eu não poderia fazer a prova porque poderia interferir no local, com algumas pessoas perto... Tentei resolver o problema, mas não consegui", disse ele sobre a resposta que teve no local de prova. Estudante conta que foi impedido de fazer vestibular da UFG por causa da bomba de insulina Reprodução/TV Anhanguera "Ele veio na intenção de conversar e de mostrar o aparelho para a coordenação achando que poderia fazer a prova, mas não foi isso que aconteceu", disse Alana Ladislau, mãe do estudante. Alana conta que tentou anexar o laudo médico na inscrição do filho, mas o site deu erro. Quando procurou o Instituto Verbena, a família foi orientada a fazer uma nova inscrição, com o pagamento de uma nova taxa. "Eu enviei um e-mail afirmando que não havia conseguido anexar esse laudo. A empresa disse que teria que fazer uma nova inscrição com um novo pagamento de taxa. A gente tentou fazer, mas deu erro novamente e eu resolvi não correr o risco com essa nova inscrição", disse ela. LEIA TAMBÉM: DIABÉTICO: Menino encontrado trancado em apartamento pediu para pegar caixa de remédio ao ser resgatado, diz conselheiro Assistente de colégio morre em Goiânia, e amigos lamentam: ‘Coração em lágrimas' Filho de Marília Mendonça usa sensor de glicose por causa de diabetes desencadeada após morte da mãe, diz avó Condições especiais À TV Anhanguera, a Universidade Federal de Goiás (UFG) disse que não é exigido o pagamento de uma nova taxa de inscrição para conceder condições especiais e que não há orientação do instituto para recusar atendimento a candidatos e familiares no local de prova. Sobre condições especiais, o edital da prova prevê que caso o candidato faça uso de qualquer dispositivo metálico ou eletrônico, como marcapasso, aparelho auditivo, bomba de insulina ou tornozeleira eletrônica, deve: Comunicar formalmente a situação à Comissão Organizadora, por meio do e-mail em até três dias úteis antes da realização da prova, anexando cópia digital legível do documento; Comparecer portando, obrigatoriamente, o laudo médico original ou a certidão de monitoração eletrônica que comprove a necessidade e a natureza do dispositivo. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás