Esposa de Lito Sousa revela corrida contra o tempo para substância experimental chegar ao Einstein: ‘Cada minuto é essencial’
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A esposa do influenciador Lito Sousa relatou a urgência para transportar uma substância experimental aprovada pela Anvisa ao Hospital Israelita Albert Einstein para tratar a doença rara de Creutzfeldt-Jakob que ele enfrenta. A operação envolveu diversas autoridades e recursos para assegurar o transporte rápido da medicação importada dos EUA e da Europa.
Chegada da substância experimental para tratamento da doença de Lito Sousa Reprodução/Youtube Aviões e Música A esposa do influenciador Lito Sousa, Mila Seidl, revelou na noite desta segunda-feira (14) os bastidores da corrida contra o tempo para fazer chegar ao Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, a substância experimental que ele recebeu como tratamento para a doença de Creutzfeldt-Jakob. Em um vídeo publicado no canal oficial de Lito no YouTube, ela mostrou imagens da chegada de parte da medicação ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e do transporte até o hospital. Após a Anvisa autorizar a importação excepcional, a substância chamada ALN-6457 chegou na madrugada de sábado (12), em um voo vindo de Nova York, nos Estados Unidos. Segundo Mila, o despacho aduaneiro foi concluído em poucos minutos. A operação envolveu Receita Federal, Anvisa e Polícia Federal, além de uma empresa de táxi aéreo que disponibilizou um helicóptero para fazer o transporte até o Einstein. Mila contou que a semana que antecedeu a chegada da substância foi especialmente difícil para a família. Lito teve uma piora geral no quadro e precisou deixar o atendimento em home care e voltar para o hospital. Lito Sousa: entenda como funciona a substância experimental para tentar frear doença rara “É uma doença de fato muito assustadora, muito progressiva. Ela vem numa velocidade rápida. Um dia você anda, no outro dia você não anda mais. Num dia você faz uma coisa, no outro dia você já não faz mais. Então, cada minuto é essencial”, afirmou. A família havia sido informada de que uma farmacêutica estava interessada no caso do piloto e avaliava a possibilidade de fornecer o produto por meio do chamado uso compassivo. Segundo Mila, o procedimento é destinado a situações em que o paciente está diante de uma doença grave e sem outras alternativas de tratamento. O caso de Lito foi avaliado e aprovado para receber a substância experimental. Ele chegou a ser considerado apto, por critérios médicos, para estudos conduzidos por instituições e farmacêuticas, mas não havia vaga disponível para sua entrada nos estudos. Com a aprovação para o uso compassivo, que permite a pacientes com doenças graves e sem alternativas terapêuticas o acesso a substâncias ainda experimentais, começou uma corrida para organizar a produção, o transporte e as autorizações necessárias para o produto chegar ao Brasil. “Começou uma correria porque a gente via que, dia após dia, a evolução da doença estava indo de forma muito rápida. Parece um tsunami”, contou. Ela disse que a família montou um plano de ação para antecipar possíveis problemas durante o transporte. Parte da substância seria enviada da Europa e outra, dos Estados Unidos. Por questões de confidencialidade, a família não sabia inicialmente de onde viria cada parte do produto. Uma delas estava pronta na Suíça. Ela saiu do país no dia 10 e chegou ao Brasil no dia seguinte. A outra foi enviada como carga regulamentada em um avião comercial. O planejamento, no entanto, precisou ser alterado quando o voo foi cancelado por um problema técnico. A previsão era que a aeronave chegasse à noite, e o produto precisaria ser administrado em um intervalo limitado de tempo. “O voo foi cancelado. A gente já tinha considerado eventuais atrasos e tudo mais, mas não cancelamento de voo”, relatou. Segundo Mila, não era possível simplesmente transferir a carga para outra companhia aérea. Havia uma série de procedimentos e documentos que precisavam acompanhar a substância e que já haviam sido submetidos previamente às empresas aéreas. Foi então que a família acionou parceiros da área de aviação para encontrar uma alternativa. Como havia previsão de chuva forte e pontos de alagamento na Grande São Paulo, incluindo a Marginal Tietê, a solução encontrada foi transportar o medicamento de helicóptero de Guarulhos até o hospital. “Eu preciso de um helicóptero para que o medicamento saia de dentro do avião, entre no helicóptero e venha para o Albert Einstein”, contou Mila. A empresa de táxi aéreo disponibilizou uma tripulação e cuidou da parte de regulamentação no aeroporto em Guarulhos. A família também já havia providenciado previamente as autorizações necessárias na Anvisa e na Receita Federal, e a Polícia Federal foi acionada para autorizar a saída da carga. Mila destacou a atuação coordenada das autoridades e dos profissionais envolvidos na operação. Segundo ela, a documentação preparada foi fundamental para que o procedimento pudesse ser realizado rapidamente. “Faça tudo antecipadamente, não deixe para fazer no dia”, aconselhou, ao relatar a experiência. Ela afirmou que, em casos de urgência, é importante procurar os órgãos pelos canais oficiais e deixar as autorizações prontas antes da chegada do medicamento ao país. Como Lito está O piloto recebeu a substância experimental e, segundo Mila, não teve intercorrências relacionadas ao tratamento. Ele já estava internado em uma UTI por complicações provocadas pela