Equipe do JN acompanha resgates no terremoto na Colômbia

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Equipe do JN acompanha resgates no terremoto na Colômbia

AI Summary

A 7.4 magnitude earthquake hit western Colombia, severely damaging Cali and other cities, causing at least 254 deaths and extensive infrastructure damage. Rescue operations struggle amidst ongoing aftershocks and service outages, as international aid mobilizes to assist affected regions.

Equipe do JN acompanha resgates no terremoto na Colômbia A edição desta terça-feira (11) do Jornal Nacional começou com as informações sobre o terremoto na Colômbia. Até agora, segundo a agência Reuters, são 254 mortos. Nossos repórteres chegaram a Cali, a terceira maior cidade do país, e registram o trabalho de busca a sobreviventes em um cenário difícil, com centenas de tremores secundários registrados desde segunda-feira (10) e regiões que sofrem com a falta de serviços. A reportagem é dos enviados especiais Tiago Eltz e Rogério Rocha. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia As buscas em Cali tem o ritmo do desespero. É uma situação muito, muito, muito tensa, porque a todo momento eles gritam e eles mesmos pedem silêncio, e aí as pessoas correm para ajudar. “Nesse momento a informação que a gente tem é que eles encontraram uma pessoa com vida ali. É muito tenso, é frenético, às vezes parece desorganizado. É que duas torres de cinco andares, 32 apartamentos se amontoam, esmagando os nervos de socorristas experientes”, conta o repórter Tiago Eltz. Em meio ao trabalho frenético dos resgatistas, pessoas andam sobre escombros procurando suas famílias. A mulher diz que ali era a casa dela, que está buscando a filha de 11 anos e os pais, que ela ouvia batidas antes, mas que agora estão mais fracas. Cada escombro, uma história. Um homem conta que saiu da casa com a mãe quando o tremor começou, cerca de 30 segundos antes de o prédio vizinho desabar. Ali moravam duas famílias, oito pessoas que também saíram a tempo. Equipe do JN acompanha resgates no terremoto na Colômbia Jornal Nacional/ Reprodução Antes de mais uma esquina virar abaixo. Os desabamentos foram concentrados no sul da cidade, onde o leito do Rio Cauca criou um solo mais mole, e os prédios com mais de três décadas não resistiram ao terremoto mais forte desse século na Colômbia. O presidente colombiano tomou posse sexta-feira (7) em Cali, quebrando a tradição da posse na capital Bogotá. Três dias depois, voltou à cidade para enfrentar seu primeiro desafio do mandato. Nesta terça-feira (11), seguiu para Pereira, uma das cidades mais afetadas, próxima do epicentro do tremor. Segundo a ONU, mais de 5 mil casas e apartamentos foram danificados e várias cidades enfrentam falta de luz e problemas de abastecimento de água. Vinte e quatro unidades de saúde foram afetadas. O terremoto de magnitude 7,4 afetou a parte oeste do país e atingiu 14 dos 32 estados. Vários países e organizações internacionais já anunciaram que vão prestar assistência e enviar doações. O país não é estranho a tragédias. Terremotos destruidores acontecem há séculos, e os jornalistas na Colômbia são acostumados a cobrir a violência, com diz, aos prantos, Raul. “Quando chegamos nesse centro que o governo montou para identificação de vítimas, ele chorava enquanto fazia o que sempre fez em situações como essa: entrevistava uma vítima. Ele conta que já cobriu queda de avião, atentados terroristas, acidentes de trânsito, tiroteio, mas agora é diferente. O entrevistado é velho conhecido. Repórter esportivo. Estava na academia com a mulher. Ela foi embora 30 minutos antes dele. Jorge estava nesta terça-feira (11) com a mesma roupa da academia. A mesma que vestia quando tirou o corpo da mulher dos escombros da casa", diz Tiago Eltz. Equipe do JN acompanha resgates no terremoto na Colômbia Jornal Nacional/ Reprodução E cada escombro, uma luta. Talvez, nenhuma delas tenha tido até agora uma vitória como essa: durante a noite, resgatistas encontraram mãe e filha. A bebê de apenas 6 meses saiu dos escombros praticamente ilesa. A mãe veio depois, também sem ferimentos graves. A história e as imagens se espalham, motivam as buscas. Não há pausa. Com mãos e baldes, todos vão abrindo caminho entre vigas contorcidas. E aplausos causam uma onda de comoção. Eles chegam muito antes de todos poderem ver um rosto retirado dos entulhos. "Está aí: quase 30 horas depois do terremoto, debaixo do escombro de 32 apartamentos, os bombeiros nessa tarde escaldante de Cali conseguem retirar uma mulher com vida", conta Tiago Eltz. A bombeira diz que ela saiu consciente, viva, falando. Agora o choro dos socorristas é de alegria. Vem com abraços emocionados, comemoração curta antes da volta ao trabalho nos escombros. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Terremoto de magnitude 7,4 é o mais forte a atingir a Colômbia na última década, diz Serviço Geológico Terremoto na Colômbia: entenda as chances de sobrevivência de bebês e crianças VÍDEO: Cachorro é resgatado de escombros após terremoto na Colômbia

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