Entenda por que a dívida trabalhista da Ponte Preta pode aumentar mesmo com acordos
AI Summary
Brazilian football club Ponte Preta has kept up payments under its labor settlement plan, but new lawsuits and outstanding cases could push its labor liabilities toward R$50 million. The club has nearly 200 active labor cases and is considering extending its payment period as claims from players and former coach Hélio dos Anjos add financial pressure.
Diretoria da Ponte Preta confirma mais dois jogos como mandante em Indaiatuba A Ponte Preta regularizou os pagamentos de acordos trabalhistas, mas o passivo do clube pode chegar a R$ 50 milhões. A estimativa considera novas ações judiciais e cobranças de processos em andamento, mesmo com as parcelas dos compromissos firmados pela Macaca em dia. Ponte Preta perde para o Juventude diante de 352 torcedores Quando o clube aderiu ao Plano Especial de Pagamento Trabalhista (PEPT), em agosto de 2023, a dívida trabalhista era estimada em R$ 34 milhões. O plano prevê pagamentos mensais de aproximadamente R$ 190 mil, com duração inicial de seis anos. Diante do surgimento de novas ações, o departamento jurídico avalia a possibilidade de estender o período de pagamento no médio ou longo prazo. + ge Ponte Preta tem canal no WhatsApp; clique aqui para seguir! + Veja mais notícias da Macaca no ge A regularidade das parcelas, porém, não significa que todos os credores recebam valores mensalmente. A liberação dos recursos depende dos procedimentos da Justiça do Trabalho. Segundo apurou o ge, o clube tem quase 200 processos trabalhistas ativos. Bandeira Ponte Preta; Moisés Lucarelli Marcos Ribolli Além do PEPT, a Ponte tem compromissos com credores na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão ligado à CBF que trata de conflitos envolvendo clubes, atletas, treinadores, agentes e outros profissionais do futebol. O pagamento mensal previsto no acordo passou de R$ 150 mil para R$ 200 mil. O clube também assumiu parcelas adicionais de R$ 300 mil em janeiro e julho. A lista inicial tinha 98 credores e atualmente reúne cerca de metade desse número. A regularização dos pagamentos foi viabilizada por medidas jurídicas e pela entrada de recursos de diferentes fontes, entre elas valores relacionados à parceria com o Boavista e premiações da Copa do Brasil. SAF do Boavista-RJ se oferece pra pagar o transfer ban da Ponte Preta Previsão de novas ações Mesmo com o pagamento recente de parte dos acordos, novas cobranças aumentam a pressão sobre as finanças da Ponte. Entre os casos recentes está o do lateral Diego Porfírio, que cobra cerca de R$ 257 mil e pede o reconhecimento de uma rescisão indireta do contrato. O jogador alega falta de pagamentos e solicita que dirigentes sejam responsabilizados por suposta gestão irregular. O goleiro Douglas Marques e o zagueiro Diogo Silva também acionaram a Justiça e reivindicam, juntos, aproximadamente R$ 385 mil. O departamento jurídico da Ponte informou que ainda não havia sido formalmente citado nesses três processos e que se manifestaria após receber as notificações oficiais. Eberlin (esquerda), atual vice-presidente da Ponte, ao lado do técnico Hélio dos Anjos, em 2023 Diego Almeida/PontePress Outro impasse envolve o técnico Hélio dos Anjos. O acordo firmado após sua saída do clube contém uma cláusula que, segundo a discussão judicial, permitiria cobrar o crédito fora do PEPT. A Ponte recorreu e argumenta que a exceção poderia dar ao treinador tratamento privilegiado em relação aos demais credores. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google A dívida trabalhista faz parte de um cenário financeiro mais amplo. Durante as conversas com investidores para a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), posteriormente rejeitada pelos associados, uma auditoria apontou uma dívida total próxima de R$ 320 milhões, sem incluir débitos de IPTU estimados em outros R$ 20 milhões. O déficit mensal foi calculado em aproximadamente R$ 2,8 milhões. José Henrique Specie, diretor jurídico da Ponte, fala sobre as pendências do clube As demonstrações financeiras de 2025 registraram resultado negativo de R$ 33,5 milhões. O período corresponde ao último ano de Marco Antonio Eberlin na presidência. Ele passou a ocupar a vice-presidência na gestão de Luiz Alves Torrano, além de exercer a função de diretor de futebol. A falta de recursos também provocou atrasos recorrentes nos salários de jogadores, integrantes da comissão técnica e funcionários desde 2025. Em agosto, atletas paralisaram as atividades por uma semana e relataram que alguns estavam havia cerca de seis meses sem receber. Na ocasião, o ge apurou casos de atrasos próximos de um ano entre jogadores e profissionais do futebol. Desde o início da Série B, quase 30 atletas deixaram o clube. Dados apresentados em ações judiciais de jogadores apontam que a Ponte foi alvo de 210 processos trabalhistas desde 2022, quando o atual grupo político assumiu o comando do clube. Desse total, 55 foram registrados em 2026 até 24 de setembro. Luiz Torrano, presidente da Ponte, ao lado do vice Eberlin Marcos Ribolli O diretor jurídico José Henrique Specie classificou a situação financeira da Ponte como de “quase insolvência”. Em campo, o clube foi rebaixado no Campeonato Paulista e na Série B do Brasileiro em 2026. Na competição nacional, chegou a acumular 22 partidas consecutivas sem vitória. Assista: reveja as matérias do Globo Esporte Campinas