Entenda crimes apontados na denúncia contra ex-patroa e PM no caso de tortura contra doméstica grávida no MA

🇧🇷 Globo (BR) —
Entenda crimes apontados na denúncia contra ex-patroa e PM no caso de tortura contra doméstica grávida no MA

AI Summary

The Maranhão Public Prosecutor's Office has filed charges against businesswoman Carolina Sthela Ferreira dos Anjos and military police officer Michael Bruno Lopes Santos for aggravated torture, attempted qualified homicide, and attempted abortion of a pregnant domestic worker. The case involves allegations of severe physical and psychological abuse after accusations of theft.

MP denuncia ex-patroa e PM por tortura contra doméstica no MA O Ministério Público do Maranhão denunciou a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos e o policial militar Michael Bruno Lopes Santos por tortura majorada, tentativa de homicídio qualificado e tentativa de aborto contra a trabalhadora doméstica Samara Regina Dutra Soares, de 19 anos. Segundo o MP-MA, Samara estava grávida de cinco meses quando foi agredida, em abril deste ano, dentro da casa da empresária Carolina Sthela, que a contratou de forma verbal e temporária para prestar serviços domésticos, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. A denúncia foi assinada pela promotora de Justiça Nahyma Ribeiro Abas. O Ministério Público pediu que os dois denunciados sejam levados a julgamento pelo Tribunal do Júri, além da manutenção das prisões preventivas e a realização de diligências complementares. A acusação formal, no entanto, não representa condenação. A partir da denúncia, cabe à Justiça analisar as provas apresentadas, ouvir testemunhas e decidir se os acusados devem ou não ir a júri popular. Carolina Sthela foi presa preventivamente no Piauí, quando tentava fugir para outro estado. Desde então, está custodiada no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. Michael Bruno também está preso preventivamente, após se apresentar à Polícia Civil. A defesa de Carolina Sthela informou que tomou ciência da denúncia apresentada pelo Ministério Público do Maranhão e que respeita o posicionamento da instituição. Disse ainda que conduzirá a defesa da empresária de acordo com as técnicas jurídicas que o caso requer. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do policial militar Michael Bruno Lopes Santos. O que teria motivado as agressões MP-MA denuncia ex-patroa e PM por tentativa de homicídio, tortura e tentativa de aborto contra doméstica Reprodução/TV Mirante De acordo com a denúncia, Samara foi acusada pela então patroa de ter furtado um anel de R$ 5.mil. O objeto, segundo o Ministério Público, foi encontrado depois em um cesto de roupas, o que indicaria que a joia não havia sido furtada, mas esquecida pela própria empresária. Mesmo assim, conforme o MP-MA, a jovem foi submetida a uma sequência de agressões físicas e psicológicas. A investigação aponta que o objetivo dos denunciados era fazer com que Samara confessasse o suposto furto. Ainda segundo a denúncia, o policial militar teria participado das agressões usando uma arma de fogo para intimidar a vítima. O MP afirma que Michael Bruno deu uma coronhada na testa da jovem, a arrastou pelos cabelos e a manteve de joelhos sob ameaça. A empresária, por sua vez, é apontada como a principal responsável pelas agressões físicas. O Ministério Público afirma que, mesmo após o anel ser encontrado, Carolina passou a dar socos e tapas na doméstica, enquanto o policial a imobilizava. Durante as agressões, Samara, que estava grávida, teria se curvado sobre a própria barriga para tentar proteger o bebê. SAIBA MAIS SOBRE O CASO: Quem são a ex-patroa e o PM denunciados por tortura e tentativa de homicídio contra doméstica no MA CRONOLOGIA: Tortura, áudios e prisão marcam caso de doméstica agredida no MA O QUE SE SABE: acusação de roubo, agressões e áudio com confissão no MA Patroa presa por agredir doméstica grávida já foi condenada por desviar R$ 20 mil da empresa da irmã em São Luís Doméstica grávida agredida por patroa no MA recebeu R$ 750 para montar enxoval que custa até R$ 3 mil em São Luís Por que o Ministério Público aponta tortura Doméstica grávida agredida por ex-patroa no MA diz que perdeu 50% da audição após agressões Reprodução/Redes Sociais A denúncia enquadra o caso como tortura porque, segundo o Ministério Público, a vítima teria sido constrangida com violência e grave ameaça para confessar um crime que não cometeu. Para o MP-MA, as agressões não foram um desentendimento doméstico ou uma lesão corporal isolada. A acusação sustenta que Samara foi submetida a sofrimento físico e psicológico intenso, em situação degradante, com o objetivo de arrancar uma confissão. A tortura foi denunciada como majorada porque a vítima estava grávida. Na prática, isso significa que o Ministério Público considera que a condição de gestante aumentava a vulnerabilidade de Samara e agrava a conduta atribuída aos investigados. Segundo a promotora responsável pelo caso, a denúncia se baseia em provas testemunhais, exames periciais e outros elementos reunidos durante a investigação. Por que há acusação de tentativa de homicídio O Ministério Público também denunciou Carolina e Michael por tentativa de homicídio qualificado. Segundo a denúncia, durante a sessão de agressões, os acusados teriam ameaçado dopar Samara, colocá-la escondida em um carro e levá-la até um sítio, onde ela seria executada. Além disso, áudios apreendidos pela Polícia Civil indicaram, segundo o MP, que a própria empresária comentou a violência sofrida pela vítima e teria dito que Samara “não era nem para ter saído viva”. Para o

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