Empresário e fundador do MBL, Renan Santos estreia em eleições na disputa pela Presidência
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Renan Santos, businessman and MBL founder, is running for Brazil's presidency in his first election, representing the newly formed Missão party. His campaign targets younger voters with anti-establishment messaging and hardline proposals on public security, while polls place him at 3% to 6%.
Renan Santos, candidato à presidência da República pelo partido Missão. Adriano Machado/Reuters Renan Santos disputará sua primeira eleição na carreira como candidato à Presidência e levará pela primeira vez o partido Missão, criado em 2025, às urnas. Em uma eleição marcada pela polarização, Renan Santos se apresenta como o candidato antissistema de olho em consolidar seu partido, o Missão, também estreante em eleições, e em se estabelecer no cenário político visando eleições futuras. Renan tem 42 anos, é ativista político e empresário. O candidato nasceu na cidade de São Paulo e estudou direito na Universidade de São Paulo (USP), sem concluir o curso. O empresário e músico aposta em um discurso muitas vezes radical, voltado ao público jovem e com críticas a “velha política”, direcionando seus ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, principalmente, a Flávio Bolsonaro, candidato do PL ao Palácio do Planalto. Agora no g1 “Dois fracassados, dois medrosos, Lula e Flávio Bolsonaro, dois criminosos que fazem negócio com o crime organizado”, afirmou Renan. As pesquisas colocam Renan variando entre 3% e 6% das intenções de voto, o que na prática aponta um empate técnico com Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) na terceira colocação. Apesar de ser o principal crítico de Flávio Bolsonaro entre os postulantes da chamada “terceira via”, Renan e seus aliados já caminharam ao lado do bolsonarismo na eleição de 2018, que elegeu Jair Bolsonaro presidente da República. Após aparecer na política brasileira em 2014 como fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), movimento oriundo das manifestações que culminaram no impeachment da presidente Dilmar Rousseff em 2016. Nas eleições de 2018, o MBL apoiou Jair Bolsonaro contra Fernando Haddad, mas já em 2019 rompeu com o governo e virou alvo da militância bolsonarista. Nesse cenário, o MBL se viu diante de um esvaziamento, mas sobreviveu e consolidou sua posição como oposição a Lula e a família Bolsonaro. Campanha nas redes e nas ruas Sem espaço no horário eleitoral da TV e do Rádio, Renan Santos apostou em uma campanha através das redes sociais, e nas ruas de cidades do Brasil. O candidato viajou de carro para capitais e cidades do interior do Brasil governadas por caciques e grandes partidos da política com foco em consolidar a posição contra a “velha política” e como alternativa à polarização entre Lula e a família Bolsonaro. O discurso na segurança pública de Renan Santos é inspirado na política implementada em El Salvador pelo ditador Nayib Bukele e se resume em uma frase muito utilizada pelo candidato: "prendeu, matou". Na linha do que Bukele fez em El Salvador, Renan defende que integrantes do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC), as duas principais facções criminosas brasileiras, recentemente declaradas terroristas pelo governo norte-americano, não tenham direito a um processo criminal padrão da Justiça brasileira. 👉No entanto, o modelo é muito controverso. Um dos problemas é que grande parte das prisões desse modelo ocorreu sem mandados ou provas, com base apenas em denúncias anônimas. Além disso, entidades de direitos humanos do país também denunciam a realização de julgamentos coletivos. Questionado sobre o modelo “prendeu, matou” na sabatina feita pelo g1 e pela Globonews, Renan tentou explicar a frase, que estampou camisetas e até um bicho de pelúcia comercializados pelo Missão. “Se você é um bandido, você tem apenas duas opções no meu governo. Ou você vai ser preso, ou se você reagir, você vai terminar morto ou machucado. [...] A regra hoje é o prendeu, soltou”, afirmou. Renan também defende medidas de exceção no combate ao crime organizado com a decretação de um estado de defesa. Ele defendeu também gastos de R$ 6 bilhões para construir presídios. "Antes da GLO do [Michel] Temer tivemos as UPPs no Rio, que inicialmente tiveram sucesso e depois não deram certo, porque o Brasil não fez arcabouço legal para sustentar esse processo", disse durante sabatina na TV Globo. Plano de governo As propostas do candidato do Missão estão no chamado Livro Amarelo, editado pelo próprio partido. Entre elas está uma política de “desfavelização”, baseada na titulação de terras em comunidades e o fomento da economia nesses locais através de obras de infraestrutura e investimentos em segurança. A promessa, segundo o plano de governo, é transformar mais de 12 mil favelas em bairros. “Uma pessoa que vive hoje em uma favela, ela não é titular de direitos. Ela tem taxa de tuberculose maior, taxa de gravidez na adolescência maior, presença endêmica do crime organizado. A anomalia urbanística chamada favela precisa ser confrontada, enfrentada e resolvida. Países sérios não têm favela”, argumentou. Renan Santos diz que se eleito, pretende desvincular os pisos de saúde e educação, além de promover um corte de gastos, como forma de evitar a aceleração do crescimento da dívida pública no Brasil. “As medidas que nós vamos adotar, n