Elon Musk ganha documentário de 4 horas com versão do bilionário criada por IA
AI Summary
A nearly four-hour documentary about Elon Musk premiered at the Venice Film Festival, exploring his journey from tech entrepreneur to influential political figure. Directed by Alex Gibney, the film highlights Musk's control over tech companies, political ties including with Donald Trump, and his influence on right-wing movements globally, using an AI-generated version of Musk for narration.
Elon Musk ganha documentário de quase 4 horas Reprodução Um documentário de quase quatro horas sobre Elon Musk estreou nesta terça-feira (8) no Festival de Cinema de Veneza, colocando no centro da discussão a trajetória do bilionário que passou de empreendedor da indústria de tecnologia a uma das figuras mais influentes da política e do debate público mundial. Dirigido pelo cineasta americano Alex Gibney, “Musk” acompanha a ascensão do empresário desde a era das empresas pontocom até sua atuação à frente de empresas como Tesla, SpaceX e X, antiga Twitter. O filme também aborda a aproximação de Musk com Donald Trump e o papel que o bilionário passou a desempenhar na política americana. O diretor afirmou que o projeto mudou de escala à medida que Musk ampliou sua participação na política. O diretor disse que começou a trabalhar no documentário em 2023 e, inicialmente, imaginava produzir um filme mais curto. “Pretendíamos fazer um filme mais curto antes que Elon Musk se envolvesse com a carreira de Donald Trump e a Presidência dos Estados Unidos”, disse Gibney. Musk não participou do documentário. Segundo o diretor, ele foi procurado no início da produção, mas recusou o convite para ser entrevistado. Neste mês, o empresário criticou o filme em sua rede social X, acusando Gibney de ser tendencioso. Da tecnologia à política O documentário usa a trajetória empresarial de Musk para discutir como o controle de empresas e plataformas de tecnologia ajudou o bilionário a acumular influência para além dos negócios. Entre os episódios abordados estão a compra do Twitter, posteriormente rebatizado de X, a atuação de Musk no governo Trump e sua relação com contratos do governo americano para empresas como a SpaceX. Para Gibney, a combinação entre negócios, tecnologia e política transformou Musk em uma figura com uma influência incomum para alguém que não ocupa um cargo eletivo. O filme também aborda a participação de Musk em movimentos políticos de direita em diferentes países. Entre os exemplos está o apoio à Alternativa para a Alemanha (AfD), partido alemão de direita que ganhou força nos últimos anos. Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), em janeiro de 2026 AP Photo/Markus Schreiber O trailer de 48 segundos alterna imagens de naves espaciais e dispositivos astronáuticos com vozes que refletem a polarização em torno de Musk. "Ele é possivelmente o maior inventor vivo. Ele é o Homem de Ferro da vida real. Ele é um dos maiores construtores de todos os tempos", diz uma das falas. Em seguida, o tom muda: "Ele é o maior capitalista da história. Ele é caótico, aleatório, caprichoso, manifestamente cruel e egoísta. Ele é um fascista." O vídeo termina com a frase "Elon é uma bomba", enquanto uma nave espacial explode em chamas. Filme usa inteligência artificial Uma das escolhas mais incomuns da produção é o uso de uma versão de Musk gerada por inteligência artificial. O personagem reproduz falas que o empresário fez publicamente ao longo dos anos. Questionado sobre a possibilidade de enfrentar uma disputa judicial por causa do recurso, Gibney afirmou que a equipe consultou advogados antes de utilizá-lo. “Consultamos nossos advogados, e eles nos deram sinal verde para seguir em frente.” O documentário também reúne depoimentos de pessoas que conviveram com Musk. Uma delas é Ashley St. Clair, ex-parceira do empresário e mãe de um de seus filhos. Segundo St. Clair, ela recusou um acordo de confidencialidade de US$ 40 milhões após o fim do relacionamento. Agora no g1