Eleições 2026: saúde, segurança e água pautaram as campanhas ao governo do Piauí

🇧🇷 Globo (BR) —
Eleições 2026: saúde, segurança e água pautaram as campanhas ao governo do Piauí

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A campanha para o governo do Piauí foi marcada por disputas sobre saúde pública, segurança, abastecimento de água e economia. O governador Rafael Fonteles destacou investimentos e serviços digitais, enquanto adversários questionaram gastos com propaganda, telemedicina, endividamento e propostas de concessão de água e esgoto.

Candidatos ao governo do Piauí em debate promovido pela TV Clube na terça-feira (29) g1 A disputa pelo Governo do Piauí em 2026 foi marcada pelo confronto entre o governador e candidato à reeleição, Rafael Fonteles (PT), e candidatos da oposição sobre temas como saúde, segurança pública, abastecimento de água e economia. Ao longo da campanha, realizada na capital e no interior do estado, os concorrentes apresentaram propostas e trocaram críticas sobre serviços públicos e investimentos da gestão estadual. Durante a campanha, Rafael Fonteles centrou o discurso nos investimentos realizados pelo governo e nos resultados apresentados pela gestão. Já candidatos da oposição, com destaque para Joel Rodrigues (PP) e Lúcia Santos (PSDB), criticaram os gastos com propaganda institucional, questionaram a eficácia da telemedicina, cobraram soluções para a falta de água e apontaram preocupações com o endividamento estadual. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Debate reúne candidatos no Piauí: saúde, segurança, água e emprego marcaram a discussão Água, saúde e segurança no centro dos discursos A falta de água no semiárido e os problemas na rede pública de saúde estiveram entre os temas mais debatidos durante a campanha. Candidatos de diferentes partidos apontaram a crise hídrica como um problema histórico que afeta a vida da população e dificulta o desenvolvimento de diversos municípios. Segurança pública e geração de empregos também estiveram no centro dos debates. Entre os assuntos mais citados estiveram o combate ao crime organizado, o aumento do efetivo policial e a atração de investimentos para estimular a economia. Agora no g1 Controvérsias sobre propaganda, saúde digital e concessão de serviços A gestão estadual também foi alvo de divergências entre os candidatos. Os principais embates envolveram propaganda institucional, telemedicina e a concessão dos serviços de água e esgoto. Propaganda e contas públicas Candidatos da oposição criticaram os gastos do governo com propaganda institucional, afirmando que a comunicação oficial não retrata problemas relatados pela população, como filas na saúde e falta de água. Também questionaram os empréstimos contratados pelo estado e a política de cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Rafael Fonteles afirmou que sua gestão é pautada pelo planejamento científico, pelo uso de dados oficiais e pela apresentação de entregas concretas. O governador destacou que percorre os 224 municípios do estado ouvindo os cidadãos em programas de participação popular, como o Diálogos pelo Piauí, o Pacto pelo Piauí e o Orçamento Participativo Digital (OPA), e sustentou que os resultados divulgados representam avanços verificáveis nos serviços públicos. Telemedicina e Organizações Sociais Adversários questionaram o custo mensal de R$ 15 milhões do programa Piauí Saúde Digital e defenderam que os recursos fossem destinados prioritariamente ao atendimento presencial e à contratação de médicos especialistas. Também criticaram o modelo de gestão de hospitais por Organizações Sociais (OS) e propuseram o retorno da administração direta pelo estado. Fonteles defendeu a saúde digital ressaltando que a modalidade já executou mais de 2,2 milhões de procedimentos no estado. Além disso, rebateu as críticas afirmando que o investimento em tecnologia ocorreu paralelamente ao fortalecimento da rede física hospitalar, citando a construção do novo Hospital Regional de Picos, a entrega da Maternidade Evangelina Rosa, a criação do Centro de Geriatria e a entrega de 16 centrais de exames, com meta de expandir para 28. O governador acrescentou ainda que o tempo médio de espera por cirurgias eletivas caiu de 464 para cerca de 26 a 28 dias. Concessão da Agespisa A escassez de água no semiárido e a concessão dos serviços da Águas e Esgotos do Piauí (Agespisa) foram alvos frequentes de cobranças quanto a falhas de abastecimento e demissões de trabalhadores. O governador explicou que a falta de água é um problema histórico do Piauí e que a transferência dos serviços de saneamento para a iniciativa privada ocorreu por exigência do Marco Legal do Saneamento e pela limitação financeira da antiga empresa pública em realizar os aportes necessários. Segundo Fonteles, o novo modelo garantirá os investimentos essenciais para cumprir a meta de universalizar o abastecimento de água e o esgotamento sanitário até 2030. Adicionalmente, destacou o planejamento de R$ 2 bilhões em recursos estaduais e federais para obras hídricas, incluindo adutoras, barragens, cisternas, sistemas simplificados e unidades de dessalinização. Como se posicionaram os candidatos Rafael Fonteles (PT) Concentrou a campanha na defesa dos programas do governo e dos resultados apresentados pela gestão. Na saúde, destacou a realização de procedimentos por telemedicina, a redução da fila para cirurgias eletivas e prometeu implantar 12 centrais de diagnóstico no interior. Na segurança e na assistência social, propôs zerar o déficit d

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