Documentos de cooperativa encontrados no litoral de SP são vinculados a processo administrativo com a Prefeitura de Limeira

🇧🇷 Globo (BR) —
Documentos de cooperativa encontrados no litoral de SP são vinculados a processo administrativo com a Prefeitura de Limeira

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Documents belonging to the Coohabitare housing cooperative were illegally discarded in a green area in Mongaguá, São Paulo, and have been linked to a 2018 administrative process with the Prefeitura de Limeira. The documents include personal data, housing registration records, and checks, raising suspicions of deliberate disposal to conceal evidence of crimes. The Limeira municipality plans to refer the matter to the state prosecutor's office.

Operação contra descarte irregular de documentos em Mongaguá, SP Júlio Koema/Prefeitura de Mongaguá/Divulgação Os documentos de clientes descartados de forma irregular em uma área verde de Mongaguá (SP) pertencem à Cooperativa Habitacional Coohabitare, e parte deles está vinculada a processo administrativo com a Prefeitura de Limeira (SP), de 2018. A informação foi confirmada pela administração municipal nesta segunda-feira (16). Segundo a Prefeitura de Limeira, o episódio chama atenção pela natureza da documentação envolvida, que inclui registros de loteamento, dados técnicos de empreendimentos e documentos pessoais. Esses materiais, conforme a administração municipal, exigem controle rigoroso de guarda e destinação. A prefeitura informou que encaminhará o caso ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) para apuração, “uma vez que o material pode ter sido extraviado ou descartado intencionalmente para ocultar possíveis provas de crimes”. O g1 entrou em contato com a Cooperativa Habitacional Coohabitare e com o ex-prefeito Mário Botion, que ficou à frente da Prefeitura de Limeira entre 2017 e 2024, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado após o envio do posicionamento. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Ainda conforme a prefeitura, não há confirmação sobre a origem do descarte nem sobre o trajeto percorrido pelos documentos, e "a distância entre Limeira e Mongaguá levanta dúvidas sobre como o material chegou ao litoral". As cidades têm aproximadamente 240 quilômetros de distância. O MP informou que ainda não recebeu qualquer representação ou ofício da Prefeitura de Limeira sobre o ocorrido. Cheques, dados técnicos e registros de loteamento Operação contra descarte irregular de documentos em Mongaguá, SP Júlio Koema/Prefeitura de Mongaguá/Divulgação De acordo com a Prefeitura de Mongaguá, entre os materiais encontrados havia: cópias de cheques; cópias de documentos pessoais; contratos, plantas; documentos públicos; e comprovantes de residência. O material encontrado inclui registros com datas variadas, sendo o mais recente de novembro de 2025 e o mais antigo de 2018. A estimativa é de que o volume total recolhido seja de aproximadamente 40 kg de documentação. Os documentos estavam soltos e também guardados em pastas, muitas delas já danificadas, apresentando sinais de umidade, manchas e desgaste. Histórico de processos Operação contra descarte irregular de documentos em Mongaguá, SP Júlio Koema/Prefeitura de Mongaguá/Divulgação A Cooperativa Habitacional Coohabitare possui, atualmente, 25 processos registrados no Foro de Americana (SP), no Foro de Limeira e no Foro de Santa Bárbara d’Oeste (SP). De acordo com levantamento, a maior parte das ações trata de Procedimento Comum Cível, caracterizado por pedidos de rescisão de contrato e devolução de valores. Em 2015, a Prefeitura de Limeira enviou uma representação ao Ministério Público (MP) para pedir a instauração de um inquérito que apurasse a legalidade das transações da Cooperativa Habitacional Coohabitare. A Secretaria de Habitação havia recebido questionamentos sobre vendas de lotes feitas pela empresa, mas não foi informada sobre nenhum pedido de aprovação de empreendimento. Na época, a associação alegou que tinha alvará de funcionamento e explicou que não protocolou nenhum pedido para regularização de empreendimento na Prefeitura, pois era "necessário que a Coohabitare tenha adquirido uma área e que esta esteja devidamente quitada e registrada em seu nome, o que não existe até o momento". Multa de R$ 11 mil Operação contra descarte irregular de documentos em Mongaguá, SP Júlio Koema/Prefeitura de Mongaguá/Divulgação A cooperativa habitacional foi multada em R$ 11 mil pelo descarte irregular dos documentos de clientes na esquina das ruas Vera Estela e Guatemala, em Mongaguá, no litoral de São Paulo. Segundo a Prefeitura de Mongaguá, a Guarda Civil Municipal (GCM) recebeu uma denúncia de descarte irregular de materiais no bairro Vera Cruz, na quarta-feira (11). No local, agentes de fiscalização encontraram diversos documentos espalhados nas proximidades de um canal. A Prefeitura de Limeira foi notificada no dia em que os documentos foram encontrados e representantes do município compareceram à Mongaguá na sexta-feira (13), conforme acordado entre as partes. Mongaguá afirmou que, além de crime ambiental, a situação foi considerada grave por envolver a exposição de informações particulares de clientes, o que fere a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias da região na página do g1 Piracicaba.

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