Dólar abre em queda, de olho no exterior
AI Summary
The Brazilian Real opened slightly weaker against the US Dollar amid ongoing US-Iran negotiations affecting global markets. Despite Middle East tensions, diplomatic talks progress in Switzerland helping to stabilize oil prices as investors watch political developments including the UK Prime Minister's resignation and Colombian elections.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (22) em queda e marcava um recuo de 0,14% perto das 9h, cotado a R$ 5,1582. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ As negociações entre os Estados Unidos e o Irã continuam a mexer com os mercados. As tensões voltaram a aumentar no final de semana, após Teerã alegar que Israel violou o memorando de entendimento assinado entre os presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian ao continuar os ataques ao Líbano. O líder americano também voltou a ameaçar novos bombardeios ao Irã. Apesar das tensões, no entanto, os representantes dos EUA e do Irã conseguiram avançar com as tratativas na Suíça, o que ajuda a manter o preço do petróleo controlado. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, caía 1,86% e era negociado a US$ 79,07. Já o West Texas Intermediate (WTI), principal referência nos EUA, tinha queda de 0,90%, para US$ 75,17. ▶️Também fica no radar a renúncia do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. O premiê vinha sendo pressionado dentro do próprio partido, após derrotas expressivas nas eleições locais de maio. Ele deve permanecer no cargo até a escolha de um novo líder. ▶️Ainda no exterior, as eleições da Colômbia também seguem na mira dos investidores. O candidato de direita, Abelardo de la Espriella, venceu o segundo turno presidencial realizado ontem, com 49,7% dos votos. Ele propõe uma reforma fiscal no país e defende acordos com os EUA para combater o crime organizado. ▶️Na agenda de indicadores desta semana, destaque para novos dados de inflação no Brasil e nos EUA. Índices de gerentes de compras (PMIs, na sigla em inglês), que servem como um termômetro da economia, também devem ser divulgados em diferentes países. A ata da última reunião de juros do Banco Central (BC) e dados de emprego brasileiros também ficam no foco. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +2,04%; Acumulado do mês: +2,44%; Acumulado do ano: -5,89%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -1,64%; Acumulado do mês: -3,14%; Acumulado do ano: +4,47%. Negociações entre EUA e Irã avançam As violações do cessar-fogo por parte do Hezbollah e de Israel voltaram a aumentar as tensões no Oriente Médio ao longo do final de semana. A interrupção dos ataques era um dos pontos de acordo do memorando de entendimento assinado pelos EUA e pelo Irã na última semana, e os novos ataques trouxeram preocupações sobre o acordo. Acompanhe todos os desdobramentos. Em meio à ofensiva, o Irã chegou a declarar o fechamento do Estreito de Ormuz novamente. Pouco tempo depois, no entanto, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, chegou à Suíça para a primeira rodada de negociações com os representantes iranianos. Segundo um diplomata americano afirmou à Axios, as conversas com o Irã se concentraram em mecanismos para evitar uma escalada das tensões no Líbano e garantir o cumprimento do cessar-fogo. Além disso, houve avanços positivos nos esforços para assegurar que o Estreito de Ormuz permaneça aberto à navegação. Nesta segunda-feira (22), o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que a primeira reunião entre Irã e EUA foi "concluída com sucesso" na Suíça: "As discussões resultaram em acordo para o estabelecimento de um comitê de alto nível para supervisão política e início de novas negociações técnicas". "Fizemos muitos progressos positivos e estabelecemos uma base muito sólida para um acordo final bem-sucedido. As conversas técnicas continuarão nos próximos dias", afirmou JD Vance. Os estragos da guerra A guerra no Oriente Médio provocou impactos significativos na economia global. A interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz elevou o preço da commodity, pressionou os custos dos combustíveis e aumentou as preocupações com a inflação em diversos países. Como consequência, consumidores enfrentaram preços mais altos, enquanto os mercados financeiros registraram perdas e o dólar ganhou força diante da maior aversão ao risco. Com o fim do conflito, economistas agora acompanham quando a atividade econômica e os mercados começarão a dar sinais de normalização. O g1 reuniu os principais efeitos da guerra e as perspectivas para a recuperação. Veja na reportagem abaixo: Mercados globais Na Europa, as atenções ficavam com a renúncia de Keir Starmer como premiê do Reino Unido. Perto das 9h, a maior parte dos índices tinha alta, com o britânico FTSE 100 subindo 0,48%. O alemão DAX tinha avanço de 0,03% e o espanhol Ibex 35 com alta de 0,56%. O francês CAC-40 ia na contramão e tinha queda de 0,44% no mesmo horário. Na Ásia os mercados fecharam mistos, com foco nos sinais de negociação entre EUA e Irã e após o Banco do Povo da China (PBoC) ter mantido as taxas de juros inalteradas pelo 13º mês seguido, em linha com o esperado pelos mercados. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen, sub