Dólar abre em queda de olho na escalada entre EUA e Irã e no Orçamento brasileiro

🇧🇷 Globo (BR) —
Dólar abre em queda de olho na escalada entre EUA e Irã e no Orçamento brasileiro

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The US dollar opened lower amid renewed US-Iran tensions and domestic discussions on Brazil's 2027 budget. Oil prices rose on the escalated conflict, while Brazilian officials prepared for important fiscal and trade negotiations with the United States.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (31) em queda, recuando 0,35% por volta das 9h05, cotado a R$ 5,1775. O Ibovespa, prinicipal índice da bolsa brasileira, inicia as suas negociações às 10h. Os mercados começam a semana sob pressão após uma nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. No Brasil, a agenda concentra compromissos ligados ao Orçamento de 2027 e às negociações comerciais com os EUA. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Nos EUA, os mercados reagem à primeira ofensiva americana contra o Irã desde o fim de julho, que elevou as preocupações com a inflação. Com a nova escalada do conflito, os preços do petróleo avançam nesta segunda-feira (31). Por volta das 8h50 (de Brasília), o Brent subia 3,28%, a US$ 91,01 por barril, enquanto o WTI avançava 3,53%, a US$ 86,17. ▶️ No Brasil, o governo apresenta ao Congresso o projeto do Orçamento de 2027, enquanto a Câmara deve votar à noite a medida provisória que trata do fim da chamada “taxa das blusinhas”. Ao longo do dia, ministros também participam de eventos e reuniões sobre o Orçamento e as negociações comerciais com os EUA. ▶️ Ainda na agenda brasileira, Dario Durigan, ministro da Fazenda, participa de evento do BTG Pactual, e Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento, fala sobre o Orçamento de 2027. Durante a tarde, Márcio Elias Rosa se reúne com Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, para discutir o tarifaço. ▶️ Nos EUA, Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, participa de uma reunião de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G20. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +1%; Acumulado do mês: +2,49%; Acumulado do ano: -5,33%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,71%; Acumulado do mês: -1,31%; Acumulado do ano: +9,02%. Fed sinaliza que pode manter juros altos O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou nesta sexta-feira que o banco central americano ainda pode precisar agir para conter a inflação. “Devemos estar confiantes de que a inflação subjacente está caminhando em direção à nossa meta, de forma clara e com velocidade suficiente. Caso contrário, temos trabalho a fazer”, disse Warsh durante discurso no simpósio do Federal Reserve, em Jackson Hole. Warsh destacou que o avanço dos preços nos últimos dois anos foi modesto e que os dados recentes “não me indicam que as tendências subjacentes tenham melhorado significativamente”. 🔎 A inflação medida pelo PCE, índice acompanhado pelo Fed, estava em 3,7% em 12 meses até julho, acima da meta de 2%. O presidente do Fed também afirmou que os mercados de crédito e empréstimos mostram “poucos sinais de restrição da política monetária”, o que indica que os juros atuais podem não estar exercendo pressão suficiente sobre a economia. Ao mesmo tempo, ele disse que as expectativas de inflação estão ancoradas, mas precisam ser “acompanhadas de perto”, e ressaltou que suas declarações não representam uma indicação sobre os próximos passos do banco central. Em meio à repercussão do discurso de Warsh, a plataforma FedWatch, do CME Group, passou a apontar 59,5% de probabilidade de o Fed elevar os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. Para Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, o discurso teve “um tom mais hawkish” — uma postura mais preocupada com a inflação e mais favorável à manutenção ou até à alta dos juros para conter a pressão sobre os preços —, e reforçou que a inflação ainda não está desacelerando rápido o suficiente. “Warsh também demonstrou preocupação com a pressão das commodities, especialmente do petróleo”, afirmou. Segundo Praça, a reação mais clara apareceu nos juros dos títulos do governo americano, que subiram e atingiram máximas recentes. “O movimento reflete a perspectiva de uma política monetária restritiva por mais tempo”, disse. Bolsas globais Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda, de olho no discurso de Kevin Warsh, do Fed. O Dow Jones recuou 0,02%, o S&P 500 teve perdas de 0,25% o Nasdaq caiu 0,52%. Na Europa, as bolsas encerraram em alta, após terem fechado majoritariamente em baixa na sessão anterior. O índice STOXX 600 subiu 0,51%. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,29% e, em Frankfurt, o DAX ganhou 0,77%. Em Paris, o CAC 40 teve alta de 0,98%. Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em baixa. As perdas nos setores de biotecnologia e fabricação de chips superaram os ganhos das empresas ligadas a commodities. Em Xangai, o SSEC caiu 0,11%, aos 3.952 pontos, e o CSI300 recuou 0,46%, aos 4.609 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,07%, aos 25.584 pontos, enquanto, em Tóquio, o Nikkei avançou 0,40%, aos 66.405 pontos. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo

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