Dólar abre em queda, após BC reduzir juros pela 5ª vez seguida e de olho no petróleo
AI Summary
The Brazilian real weakened against the US dollar following the Central Bank of Brazil's fifth consecutive interest rate cut to 13.75%, the lowest since March 2025. Concurrently, oil prices fell due to Saudi Arabia's increased supply via Oman, alleviating commodity market concerns amid political tensions around Brazil's Supreme Federal Court and upcoming elections.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (17) em queda, com um recuo de 0,38% perto das 9h, cotado a R$ 5,1318. Já as negociações do Ibovespa, por sua vez, começam às 10h. O mercado repercute a decisão do Banco Central do Brasil (BC), que decidiu, na véspera, reduzir a taxa básica de juros (Selic) pela 5ª vez consecutiva. O cenário político, em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e à proximidade das eleições também ficam no radar. No exterior, a oferta de mais petróleo por parte da Arábia Saudita traz um dia de queda nos preços da commodity. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. A decisão veio em linha com o esperado pelo mercado, e na contramão da decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que subiu as taxas de juros nos EUA. Com a decisão, a Selic alcançou o menor patamar desde março de 2025. BRASIL CORTA JUROS: Entenda como a decisão pode afetar o seu bolso ▶️ Já no exterior, os preços do petróleo operam em queda nesta quinta-feira, após notícias divulgadas na véspera de que a Arábia Saudita estaria oferecendo cargas adicionais do óleo por meio de Omã — o que acabou amenizando preocupações sobre a interrupção do abastecimento da commodity. Perto das 8h30, o barril do Brent, referência internacional, operava em queda de 2,49%, cotado a US$ 103,20. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 1,86%, a US$ 100,52 o barril. ▶️ Na política, o mercado ainda monitora a crise no STF. Na sessão histórica que aconteceu na terça-feira para julgar o caso Moraes-Vorcaro, o plenário discutiu, pela primeira vez, sobre a possibilidade de abrir uma investigação contra um integrante da própria Corte. Marcado por embates, o julgamento terminou sem uma decisão. Veja em 10 pontos como foi a sessão. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,51%; Acumulado do mês: -0,55%; Acumulado do ano: -6,15%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,89%; Acumulado do mês: +4,58%; Acumulado do ano: +15,16%. De olho nos juros As decisões de juros do Banco Central (BC) e do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) são o principal destaque da sessão. No Brasil, a expectativa é que o Copom faça mais um corte da taxa básica (Selic), de 0,25 ponto percentual (p.p.), levando os juros para o patamar de 13,75% ao ano, no menor nível desde janeiro do ano passado. O movimento acompanha a desaceleração nos preços de inflação. Nesta semana, o IBGE indicou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,32% em agosto, na maior queda de preços desde 2022. Já nos EUA, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) elevou a taxa de juros do país em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. Foi a primeira alta desde julho de 2023. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (16), foi unânime e veio em linha com as expectativas do mercado financeiro. ➡️ O movimento interrompe uma sequência de cinco reuniões consecutivas com juros inalterados. A alta foi influenciada, entre outros fatores, pela disparada do preço do petróleo em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, o que reforçou as preocupações com a inflação. Em comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) afirmou que a atividade econômica americana continua se expandindo em ritmo sólido e que "os gastos domésticos têm se mostrado resilientes", apesar do cenário de incerteza elevada causado por "acontecimentos geopolíticos". Fed eleva juros dos EUA pela 1ª vez em mais de 3 anos, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano Para Marcelo Bassani, economista e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, a decisão não trouxe surpresa relevante no curto prazo, justamente por ter sido unânime e estar em linha com o que o mercado esperava. Na avaliação dele, o principal sinal está na projeção para os juros no fim de 2026, que subiu de 3,8% para 4,1%. "Comunicado veio hawkish [tom mais duro no combate à inflação], e o principal ponto, na minha visão, não é nem a alta em si, mas o fato do Fed elevar a projeção de juros para o fim de 2026 de 3,8% para 4,1%, sinalizando que pode haver mais uma alta ainda este ano", afirmou Bassani. Vinicius Flores, gestor de investimentos e sócio da Stratton Capital em Nova York, também considera que a decisão veio dentro do esperado. Para ele, a alta respondeu aos dados recentes de inflação e à volta do petróleo para acima de US$ 100 por barril, em um esforço do Fed para preservar sua credibilidade. "Diante dos dados de inflação da semana passada, que não foram suficientes para acalmar o mercado, e com o petróleo voltando a superar os US$ 100 por barril, o Fed optou por elevar as taxas em 25 bps a fim de preservar sua credibilidade", disse Flores. Para os próximos passos, os dois especialistas veem espaço para uma nova alta neste ano, embora Flores condicione esse cenário