Dólar abre com foco na guerra no Oriente Médio e na “prévia” do PIB

🇧🇷 Globo (BR) —
Dólar abre com foco na guerra no Oriente Médio e na “prévia” do PIB

AI Summary

The Brazilian real opened lower against the dollar as markets tracked Middle East war developments, with oil prices surging past $100/barrel amid the US-Israel conflict with Iran and Israel's ground operations in Lebanon against Hezbollah. The Brazilian economic agenda includes the IBC-Br GDP preview, Federal Reserve and Copom interest rate decisions, and new income tax rules from Receita Federal.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu nesta segunda-feira (16) em queda de 1,08%, a R$ 5,2658, de olho nos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e nos impactos sobre o preço do petróleo. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O preço do petróleo voltou a subir com a escalada da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. O barril do Brent chegou a US$ 106 e acumula alta de mais de 40% desde o início do conflito, em meio a incertezas sobre o transporte global da commodity. ▶️ Nesta segunda, o Exército de Israel anunciou o início de "operações terrestres limitadas" no sul do Líbano contra o grupo rebelde libanês Hezbollah. A ação, na prática, é uma invasão de território. Em comunicado, a pasta afirmou que a operação terrestre tem como objetivo "estabelecer e fortalecer uma postura defensiva avançada" com a destruição de infraestrutura do Hezbollah na região. ▶️No domingo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país pode fechar em breve um acordo com Cuba ou adotar outras medidas. “Cuba também quer fazer um acordo, e acho que muito em breve vamos fechar um acordo ou fazer o que for necessário”, disse. ▶️No Brasil, a agenda econômica desta semana tem como destaque a divulgação do IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, e a atualização das projeções do mercado no Boletim Focus. A semana é marcada por decisões importantes sobre juros no Brasil e nos EUA, com investidores atentos à reunião do Federal Reserve e do Comitê de Política Monetária (Copom). ▶️A Receita Federal divulga hoje as regras da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2026. Milhões de contribuintes terão de prestar contas à Receita sobre rendimentos e despesas referentes ao ano de 2025. As normas serão apresentadas em coletiva de imprensa às 10h, em Brasília. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +1,34%; Acumulado do mês: +3,51%; Acumulado do ano: -3,18%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,95%; Acumulado do mês: -5,94%; Acumulado do ano: +10,36%. Petróleo na marca dos US$ 100 Os preços do petróleo seguem elevados e voltaram a se aproximar da marca de US$ 100 por barril, em meio às tensões no Oriente Médio e ao temor de interrupções no fornecimento global de energia. Nesta sexta-feira, o barril do Brent avançava 2,12% perto das 16h (horário de Brasília), negociado a US$ 102,59. Já o WTI, referência nos EUA, era cotado a US$ 97,84. Desde o início do conflito na região, o petróleo já acumula valorização de cerca de 40%. No começo de 2026, o barril era negociado próximo de US$ 60, patamar que agora ficou bem distante, com os preços voltando a níveis que não eram vistos desde meados de 2022. Na tentativa de aliviar a pressão no mercado de energia, o Tesouro dos EUA concedeu uma licença temporária de 30 dias — válida até 11 de abril — permitindo que países comprem carregamentos de petróleo e derivados russos que já estavam embarcados até quinta-feira (12). Mesmo com esse alívio pontual, investidores continuam acompanhando de perto a evolução da guerra e o risco de interrupções no fluxo de petróleo no Oriente Médio. A escalada das tensões na região — incluindo ameaças de fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo — tem aumentado a volatilidade dos preços no mercado internacional. Governo brasileiro anuncia medidas para conter preços dos combustíveis A alta do petróleo no mercado internacional já levou o governo brasileiro a agir. Na quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um pacote de medidas para tentar evitar que a disparada da commodity se transforme em aumentos expressivos no preço do diesel no país. Entre as medidas, o governo decidiu zerar os tributos federais PIS e Cofins que incidem sobre o diesel. Também foi anunciado um apoio financeiro a produtores e importadores do combustível, como forma de reduzir o impacto da alta internacional. Segundo estimativas do próprio governo, essas ações podem diminuir em cerca de R$ 0,64 por litro o preço do diesel. Para compensar a perda de arrecadação com a redução dos tributos, o governo também anunciou a criação de um imposto de 12% sobre a exportação de petróleo. A ideia é capturar parte dos ganhos extras obtidos pelos produtores com a valorização do petróleo no mercado internacional. A principal preocupação do governo é que o aumento do diesel acabe pressionando a inflação. Isso porque o combustível é amplamente usado no transporte de cargas no Brasil, o que influencia diretamente o custo de alimentos e de outros produtos. Nesse cenário, a Petrobras informou na noite de quinta-feira que seu conselho de administração aprovou a adesão da empresa ao pacote de medidas anunciado pelo governo. De acordo com a companhia, como o programa é opcional e pode trazer benefícios adicionais, a participação foi considerada compatível com os interesses da empresa. Agend

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