Copom demonstra preocupação com as expectativas para o comportamento futuro da inflação
AI Summary
The Monetary Policy Committee of Brazil’s Central Bank expressed concern regarding long-term inflation expectations amid ongoing rate cuts. Inflation pressures persist due to demand and external factors like the Middle East war and oil prices. The importance of coordinated fiscal and monetary policies was also emphasized.
Copom demonstra preocupação com expectativas para inflação O Comitê de Política Monetária do Banco Central demonstrou preocupação com as expectativas para o comportamento futuro da inflação. Essa avaliação está na ata da reunião da semana passada do Copom. Os economistas aguardam a ata do Copom para entender melhor as decisões do Banco Central e procuram sinais de quais serão os próximos passos. O documento destacou que a política monetária, ou seja, a taxa de juros, está contribuindo para o processo de desinflação - quando os preços sobem em um ritmo menor -, mas que eles seguem pressionados pela demanda. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia “Ele reforçou que a nossa atividade econômica vem desacelerando. Então, ele confirmou esse cenário. Também confirmou um cenário de melhora nos indicadores de inflação. Talvez uma coisa que a ata tenha deixado clara hoje é isso: não existe a intenção de acelerar o ritmo de corte de juros, porque o cenário, o ambiente ainda está incerto”, diz Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank. O Banco Central começou a baixar os juros em março, quando a Selic estava em 15%. Foram quatro cortes seguidos - na semana passada, a taxa foi fixada em 14% ao ano, a menor desde o início de 2025. Copom demonstra preocupação com as expectativas para o comportamento futuro da inflação Jornal Nacional/ Reprodução Parte da ata fala da preocupação do Banco Central com o que o mercado espera para a inflação no longo prazo. As projeções são de índices acima da meta. Os economistas explicam que isso é importante porque, se as expectativas continuam altas, o BC não pode baixar os juros rápido demais. “Quando o mercado acha que a inflação vai ser muito mais alta do que os modelos do Banco Central estão prevendo, as empresas começam a reajustar os seus preços também. Então, há um aumento de preço por expectativa. Então, uma parte importante da política monetária é justamente tentar controlar essas expectativas de inflação. Porque se elas se desancoram, se as projeções começam a subir demais, isso acaba limitando a potência da política monetária”, afirma André Galhardo, economista-chefe da consultoria Análise Econômica. A guerra no Oriente Médio e a alta do petróleo também estão no radar do Copom. O comitê ainda destacou a importância do controle dos gastos públicos para diminuir as expectativas de inflação e reforçou a necessidade de políticas fiscal e monetária harmoniosas. Em entrevista ao programa GloboNews Radar, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, ressaltou a importância do controle das contas públicas: "Ter uma política fiscal equilibrada que garanta que a gente não vai ver crescimento da dívida pública de um determinado período, e isso pode garantir a tranquilidade do Banco Central de reduzir essa taxa de juros, mesmo trabalhando com a taxa de juro real. Então, você com a inflação equilibrada, está certo, e com um país crescendo, a gente tem a condição efetivamente de ver uma economia muito mais saudável do que a gente está vendo hoje". GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM BC vê inflação desacelerando, mas aponta pressão do petróleo e de gastos públicos IPCA: Inflação desacelera para 0,07% em julho com queda nos preços dos alimentos