Como os profissionais de saúde estão tratando o Ebola e se mantendo seguros
AI Summary
Healthcare professionals in eastern Democratic Republic of Congo are using specialized isolation units, called Cubes, to treat Ebola patients and protect themselves amid a rising number of cases. The shortage of personal protective equipment and increasing spread of the virus highlight the challenges in controlling the outbreak.
Entenda o Ebola em 7 pontos Os profissionais de saúde no leste da República Democrática do Congo correm contra o tempo para ajudar pacientes com Ebola a controlar os sintomas da doença, proteger a si mesmos e evitar a propagação do vírus. Enquanto isso, o número de casos continua aumentando. Todos os pacientes, de casos suspeitos e confirmados, são isolados, e todas as pessoas que entram em contato com eles devem usar equipamentos de proteção individual (EPIs) e outros dispositivos para reduzir o risco de transmissão. Um desses equipamentos é a Cube, uma "unidade de tratamento autônoma para doenças altamente infecciosas", transparente, que permite que os pacientes recebam atendimento médico sem contato direto com os profissionais de saúde. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 As Cubes (sigla em francês para câmara de emergência biossegura para epidemias) já foram usadas em surtos anteriores de Ebola, incluindo na República Democrática do Congo em 2019 Jennifer Lazuta/ALIMA Criada após o surto de Ebola na África Ocidental entre 2014 e 2016, a ONG médica Alliance for International Medical Action (Alima) desenvolveu a estrutura Cube para permitir que equipes médicas tratem pacientes do lado de fora, usando luvas em formato de túnel acopladas à estrutura. "Você não precisa usar o equipamento completo de proteção individual para entrar em contato com os pacientes, então este é um dispositivo muito importante nesse tipo de surto", afirma o médico Papys Lame, coordenador da resposta ao Ebola da Alima. Lame disse à BBC que a estrutura garante "o padrão de atendimento necessário, uma experiência positiva para o paciente e a proteção dos profissionais de saúde". Mas, embora sejam úteis, não há unidades suficientes na República Democrática do Congo para o número de casos suspeitos de Ebola. OMS e agência africana de saúde mobilizam US$ 518 milhões Congo registra 71 novos casos de ebola em 24h Segundo a Alima, duas estruturas Cubes chegaram no fim de semana a Bunia, capital provincial de Ituri e epicentro do surto, e devem começar a ser usadas em breve. Outras duas Cubes estão a caminho da cidade. Os estoques de EPIs também são limitados. Na sexta-feira (29/5), o Conselho Internacional de Enfermeiros alertou para a escassez e afirmou que os enfermeiros na República Democrática do Congo "temem por sua segurança porque não têm equipamentos necessários para se proteger". O vírus Ebola se espalha de uma pessoa para outra por meio do contato com fluidos corporais infectados. A demora na confirmação dos casos nos primeiros dias do surto permitiu que o vírus se espalhasse de Ituri para as províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, além da vizinha Uganda. Surto de Ebola na República Democrática do Congo. BBC "Infelizmente, o Ebola começa de forma muito vaga, com dor de cabeça, febre e sensação de fraqueza", explica o médico Armand Sprecher, especialista em medicina de emergência e epidemiologista especializado em Ebola da organização Médicos Sem Fronteiras. "As pessoas sentem o que chamamos de mal-estar, dores musculares e nas articulações, e depois desenvolvem vômito, dor abdominal e diarreia", afirmou Sprecher à BBC, acrescentando que esses sintomas "são comuns em muitas doenças". Doenças infecciosas frequentes na região, como malária e febre tifoide, compartilham sintomas iniciais com o Ebola. Um sintoma menos comum do Ebola, que pode aparecer mais tarde, é o sangramento, incluindo pelo nariz, gengivas e vagina, além de sangue no vômito e nas fezes. Todas as pessoas que apresentam sintomas do vírus são inicialmente classificadas como casos suspeitos e encaminhadas para centros de tratamento. Lame, da Alima, afirma que as pessoas com suspeita de Ebola passam por coleta de amostras para determinar se estão infectadas pelo vírus e, caso o primeiro teste dê negativo, uma nova amostra é coletada 48 horas depois. Se o segundo teste também der negativo, o paciente deixa de ser considerado um caso suspeito e é encaminhado para um hospital ou centro de saúde para cuidados adicionais ou é liberado para casa, caso não apresente mais sintomas. Para aqueles que testam positivo, o coordenador da Alima afirma que os sintomas são tratados até desaparecerem e que os pacientes "precisam ter dois resultados laboratoriais negativos antes de receber alta". Embora pacientes com Ebola precisem ficar isolados para evitar a transmissão do vírus, Lame ressaltou a importância do bem-estar psicológico dos doentes, algo que a Cube ajuda a preservar. Segundo Lame, o formato da estrutura permite que pessoas visitem familiares internados. Em surtos anteriores, explicou, "os pacientes eram separados de suas famílias e comunidades e frequentemente relutavam em buscar tratamento". Mas, enquanto equipes médicas trabalham sem parar para tratar os sintomas de pessoas com Ebola, os testes e a confirmação dos casos têm avançado lentamente. O ICN também afirmou haver escassez de kits de testagem. As autoridades afirmam que já houve mais de 282 ca