Como Marrocos se antecipou às grandes seleções e "contratou reforços" para a Copa do Mundo

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Como Marrocos se antecipou às grandes seleções e "contratou reforços" para a Copa do Mundo

AI Summary

Morocco’s national football team has strategically recruited players born abroad but with Moroccan heritage, contributing to their recent successes including a semifinal place in the 2022 World Cup. This approach has been supported by a project initiated by King Mohammed VI and led by coach Hervé Renard.

Amrabat vê Brasil favorito contra o Marrocos, mas diz: "Não temos medo de ninguém" Acredite se quiser, mas a seleção do Marrocos contrata melhor do que o seu time. Muito melhor. E nem estaria na Copa do Mundo se não tivesse um trabalho minucioso de observação de atletas. Dezenove dos 26 convocados nasceram em outros países, mas têm ascendência marroquina e por isso foram atraídos para defender a seleção que neste sábado (13) desafia o Brasil. O jogo, válido pelo Grupo C, será às 19h (de Brasília), em Nova Jersey, e terá transmissão da TV Globo, sportv, ge tv e acompanhamento em tempo real no ge (clique aqui para seguir). + Veja a tabela completa da Copa do Mundo Marrocos volta à Copa do Mundo após ser semifinalista no Catar-2022 IMAGN IMAGES via Reuters/Brad Penner Os principais nomes da seleção do Marrocos nasceram em outros países e poderiam defender outras seleções. Brahim Díaz e Hakimi são da Espanha, Amrabat e Bono, da Holanda; e a mais nova estrela, Ayyoub Bouaddi, até outro dia era capitão da seleção francesa sub-21. A Real Federação Marroquina de Futebol (FRMF) mantém uma rede de captação de jogadores, e é por isso que a seleção chega tão forte nesta Copa do Mundo. O monitoramento de quem joga na Europa foi implantado há cerca de 15 anos, sendo um dos braços de um projeto do Rei Mohammed VI, um entusiasta do futebol. Em 2009, após fracassos seguidos da seleção, ele idealizou um centro de formação para criar uma nova geração vencedora. O que tem acelerado o processo é justamente a captação de jogadores de ascendência marroquina que nasceram e se desenvolveram em outros países. Desde então os resultados são espantosos, com muito sucesso nas categorias de base, títulos continentais e mais vitórias em uma única Copa do Mundo (três, no Catar-2022, quando terminou no quarto lugar) do que o país havia conquistado em toda a história dos Mundiais, em cinco participações. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Marrocos atrás de reforços Neste Mundial, Marrocos é a terceira seleção com mais jogadores nascidos em outros países. Dos 19, três estrearam pela seleção neste ano: Issa Diop, neto do primeiro senegalês a jogar o Campeonato Francês; Salah-Eddine, que defendeu a seleção holandesa sub-21; e o mais famoso deles, Ayyoub Bouaddi, ex-capitão da seleção francesa sub-21. Todos eles são frutos de um movimento social muito maior, a diáspora africana, um processo histórico de dispersão de milhões de famílias para outros continentes. Estima-se que até 5 milhões de pessoas com ascendência marroquina vivam fora do país, a maioria delas na França, na Espanha e na Bélgica – 15 dos convocados de Marrocos para esta Copa nasceram nestes países. A captação de jogadores neste contexto foi comandada por Hervé Renard, técnico francês que depois esteve em duas Copas (na masculina com a Arábia Saudita e na feminina com a França). Foi por intermédio dele que Hakimi, Amrabat, Mazraoui e outros aceitaram defender Marrocos, entre 2016 e 18. Neste contexto, a seleção marroquina se antecipa e chega às jovens promessas antes mesmo das seleções dos países em que elas nasceram. Marrocos não é um prêmio de consolação para quem não alcança as seleções europeias, pelo contrário, tem sido a escolha de protagonistas de seleções de base europeias, que preferem defender a bandeira de suas famílias (como Brahim Díaz e Bouaddi). Segundo um levantamento da Universidade de Oxford, da Inglaterra, nos últimos dez anos a seleção marroquina teve 61 jogadores nascidos em outros países e praticamente metade deles (precisamente 28, ou 46%) optou por trocar de seleção. Seja por vontade própria, preferência esportiva ou até pressão familiar, esses jogadores estão preferindo Marrocos. – Fiquei surpreso. Não acho que haja muitos centros de treinamento como este no mundo. São instalações de altíssimo nível. Temos um time muito bom, todo mundo se dá bem, e tudo está perfeito. Tomei minha decisão e sou muito orgulhoso disso. Foi um alívio ter escolhido assim, e estou muito feliz de representar meu país – disse Ayyoub Bouaddi no mês passado. Leia mais: + Surpresa do Marrocos é comparado a Messi, mas prefere Neymar + Sequência invicta empolga Marrocos antes da Copa do Mundo Conheça o estádio que o Brasil vai jogar na estreia contra o Marrocos Como funciona a rede de formação Mas captar não é tudo, e Marrocos também quer formar jogadores no próprio país. O Complexo Mohammed VI recebe adolescentes a partir dos 12 anos de idade, que podem permanecer até os 18. Eles têm à disposição dormitórios, refeitórios, dez salas de aula, academia, piscina e campos oficiais de grama comum e sintética. Foram 16,8 milhões de dólares investidos em Salé, na periferia da cidade de Rabat. A estrutura é tão boa que também é usada pela seleção principal, que treinou lá antes de viajar para a Copa do Mundo. As crianças que se destacam antes dos 12 anos são admitidas em quatro centros de treinamento menores, em outras cidades, Casablanca, Fez, Marrakech e Tânger. Esta red

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