Com alta em focos de calor, queimadas estão proibidas no Amapá até o fim de novembro
AI Summary
The government of Amapá, Brazil, has prohibited all fire use due to a 353% rise in heat spots and fire risk, worsened by El Niño effects and drought. Authorities increased environmental monitoring and legal penalties for illegal fires to protect biodiversity and health.
Campanha percorre municípios do Amapá com orientações para combater queimadas Uma portaria da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) estabeleceu a suspensão total do uso do fogo entre 1º de setembro e 30 de novembro de 2026 em todo o Amapá. A orientação das autoridades ambientais é que a população não ateie fogo em lixo, quintais ou terrenos com vegetação seca. A medida foi adotada diante da combinação de baixas chuvas, vento forte e os impactos do fenômeno El Niño, que aceleraram a propagação de incêndios na região durante a estiagem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Com a restrição em vigor, o governo estadual intensificou as ações de conscientização e a fiscalização em campo nos municípios amapaenses. Equipes da Sema percorreram localidades como Laranjal do Jari, Vitória do Jari e Mazagão para orientar produtores e moradores sobre o risco ambiental e as penalidades pelo descumprimento da regra. " A gente já está com mais de 353% de aumento de incidência de focos de calor no estado comparado com o ano passado no mesmo período. O uso do fogo está proibido em todo o estado até 30 de novembro. Qualquer foco pode colocar tudo a perder: o patrimônio, a vida e a biodiversidade", alertou Marcos Almeida, diretor de desenvolvimento ambiental da Sema. Calçoene e Tartarugalzinho concentram maior incidência A principal preocupação dos órgãos de monitoramento está voltada para o interior do estado. Dados do Painel do Fogo indicam que Calçoene reúne mais de 50% de todos os focos de calor registrados no Amapá, seguido por Tartarugalzinho. Segundo Marcos Almeida, o tipo de vegetação predominante nessas regiões ajuda a acelerar as chamas. "Esses municípios têm uma vegetação muito seca, de cerrado, o que facilita a propagação. Qualquer situação de uso do fogo pode comprometer grandes áreas. Estamos no mês de setembro, e em outubro as temperaturas vão aumentar ainda mais. As condições ficarão cada vez mais propícias ao fogo", disse. LEIA MAIS: Seca e assoreamento isolam comunidades no Bailique: 'se tornou um deserto', diz morador Focos de calor no Amapá sobem 400% no início da estiagem, aponta meteorologista Amapá terá forte estiagem no 2º semestre de 2026, segundo Defesa Civil Cruzamento de dados contra queimadas criminosas Para identificar responsáveis por incêndios ilegais, a fiscalização ambiental cruza diariamente as coordenadas geográficas dos focos transmitidas por satélite com o banco de dados de propriedades do Cadastro Ambiental Rural (CAR). A maior concentração de queimadas suspeitas tem sido verificada ao longo da BR-156.O diretor ressalta que quem atear fogo sem autorização responderá na Justiça. "A fiscalização usa esses dados para ir nesses locais e confirmar se o uso do fogo foi indevido. Diante de uma investigação, esses proprietários rurais podem ser enquadrados na lei e responder inclusive com pena de reclusão", falou. Além das áreas rurais e de interior, queimadas urbanas têm sido registradas na capital, Macapá. Caso a população identifique focos de incêndio ou queimadas ilegais, as denúncias podem ser feitas aos canais oficiais do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar Ambiental. Com alta em focos de calor, queimadas estão proibidas no Amapá até o fim de novembro Rafael Aleixo/Arquivo g1