Cidades na França decretam toque de recolher

🇫🇷 Globo (FR) —
Cidades na França decretam toque de recolher

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French Prime Minister Sébastien Lecornu asked mayors in cities affected by protests to impose partial curfews after demonstrations escalated into looting and arson. The unrest, driven by student grievances and anger over living costs and public services, has resulted in mass arrests, hundreds of injured police officers, and one reported death.

França autoriza toque de recolher depois de protestos violentos O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, anunciou nesta segunda-feira (19) ter solicitado a prefeitos de cidades com manifestações que decretem toques de recolher por conta dos protestos. Lecornu, que divide o govenro da França com o presidente, Emmanuel Macron, quer que as cidades imponham as restrições já na noite desta segunda. O primeiro-ministro não especificou para qual cidades solicitou o toque de recolher. "Pedi aos prefeitos que decretassem vários toques de recolher nesta noite, toques de recolher parciais", disse Lecornu. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ➡️ A França vem enfrentando nas últimas semanas uma onda de manifestações e distúrbios que começou a partir protestos estudantis e ganhou apoio de sindicatos e de manifestantes contra a alta no custo de vida e no preço dos combustíveis. Nos últimos dias, os atos ficaram mais violentos, e alguns têm terminado em saques a pequenos comércios e prédios incendiados. No sábado, 2.400 pessoas foram detidas. A onda inicial de protestos começou em setembro em escolas de ensino médio nos subúrbios pobres ao norte de Paris e focava na indignação com a ausência de professores e nas instalações precárias das escolas. Rapidamente, as manifestações se transforaram em um movimento nacional contra a desigualdade, a insuficiência de gastos públicos e a queda na qualidade dos serviços. Os protestos ocorrem no momento em que o presidente Emmanuel Macron entra na reta final de seu mandato, deixando para trás um eleitorado polarizado e um cenário político interno fragmentado. Reunião de emergência Comerciantes se desesperam com saques durante protestos na França Também nesta segunda, o governo francês fez uma reunião de emergência para decidir medidas a serem tomadas para controlar a violência nas ruas. Na madrugada de sábado para domingo (18), o país registrou uma das noites mais violentas dos últimos anos. Segundo o Ministério do Interior, mais de 500 mil pessoas foram às ruas em dezenas de cidades. Os atos deixaram um morto, mais de 500 policiais feridos e quase 2.400 detidos. Os protestos marcaram a união de um movimento estudantil que já dura um mês com a insatisfação geral da população contra o aumento do custo de vida. Também nesta segunda, o Museu do Louvre, em Paris, amanheceu fechado após manifestantes bloquearem o acesso ao local em apoio ao movimento estudantil e para denunciar "a repressão policial". Manifestantes e estudantes de escolas de arte e cultura bloqueiam a entrada do Museu do Louvre durante um protesto REUTERS/Abdul Saboor Veja mais fotos e vídeos dos protestos: Bombeiros apagam chamas de um carro durante protestos na França Stephanie Lecocq/Reuters Edifício histórico da prefeitura de Limoges pega fogo após protestos violentos que tomaram a França Pascal Lachenaud/AFP Manifestantes entram em confronto com a polícia durante protesto contra o alto custo de vida e em apoio às reivindicações estudantis em Paris, neste sábado (17). AP Photo/Emma Da Silva Veja o momento que a torre da prefeitura de Limoges cai durante incêndio Casal conversa e bebe em bar diante de fogo e atos violentos em Paris  Homem caminha diante de fogo em meio a manifestação em Paris, em 18 de outubro de 2026. Abdul Saboor/ Reuters

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