Campos registra mais de 2 mil ocorrências de violência contra a mulher de janeiro a julho de 2026
AI Summary
Campos, Brazil, registered over 2,000 cases of violence against women in the first seven months of 2026. Local institutions discussed measures to strengthen public policies, including elevating the women's policy office to a full secretariat and creating a municipal fund aimed at prevention and protection.
Grupo se reuniu para discutir reforço na rede de proteção Edson Araújo Mais de 2 mil ocorrências já foram registradas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Campos, no Norte Fluminense, nos sete primeiros meses de 2026, revelando a dimensão da violência contra a mulher no município. Diante desse cenário, instituições se reuniram nesta segunda-feira (10) para discutir medidas de fortalecimento das políticas públicas de prevenção e enfrentamento. Entre as propostas apresentadas está a transformação da atual Subsecretaria de Políticas para as Mulheres em uma Secretaria Municipal da Mulher, com estrutura, equipe e orçamento próprios. A medida busca ampliar a articulação entre os serviços de proteção e garantir maior capacidade de execução de políticas públicas. Também foi discutida a criação de um Fundo Municipal de Políticas para as Mulheres, destinado a assegurar recursos específicos para ações de prevenção e proteção. 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. Agora no g1 O encontro contou com representantes da Defensoria Pública, do Ministério Público, da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (COMDIM) e de órgãos da rede de atendimento às mulheres. A reunião acontece após Campos aderir ao Pacto Nacional contra o Feminicídio, que prevê a construção de um plano de ação municipal voltado à prevenção da violência. Segundo a defensora pública Carolina Hennig Gomes, a prevenção deve envolver diferentes setores e começar antes que os casos aconteçam, inclusive nas escolas. “Precisamos de um plano de ação para o município, pensando na prevenção da violência em seus aspectos primários, como as escolas”, explicou a defensora pública Carolina Hennig Gomes. A defensora Rita Bicudo reforçou a necessidade de transformar a subsecretaria da mulher em secretaria, com maior acesso a recursos e capacidade de atuação. “A gente está aqui para isso, para tentar buscar forças, para mostrar ao poder público que nós precisamos tornar a subsecretaria uma secretaria da mulher, para que possa ter fundos, receber verbas e a gente criar políticas públicas que de fato fortaleçam a mulher, que rompe o ciclo da violência”, afirmou. Os dados da DEAM mostram que em 2025 foram registrados 3.653 boletins de ocorrência, 2.026 medidas protetivas e 177 prisões. Em 2026, até 7 de julho, já havia 2.040 registros, 1.038 medidas protetivas e 87 prisões. A delegada Juliana Oliveira Buchas afirmou que o número de atendimentos cresce diariamente e que o maior desafio é garantir proteção às mulheres após deixarem a delegacia. “Nossa maior dificuldade é ver esses números aumentando diariamente”, disse a delegada.