Campinas soma 387 pedidos de refúgio nos quatro primeiros meses de 2026, 86% do total registrado em 2025

🇧🇷 Globo (BR) —
Campinas soma 387 pedidos de refúgio nos quatro primeiros meses de 2026, 86% do total registrado em 2025

AI Summary

In Campinas, Brazil, there has been a significant increase in asylum requests with 387 made in the first four months of 2026, amounting to 86% of the total requests registered in 2025. The majority of applicants are Haitians, followed by Cubans and Ghanaians, reflecting ongoing political and social crises in their home countries, especially the instability in Haiti.

Cubanos lideram pedidos de refúgio no Brasil O número de solicitações de refúgio feitas por pessoas que informaram Campinas (SP) como município de residência chegou a 387 entre janeiro e abril de 2026, segundo dados do estudo Refúgio em Números 2026, elaborado pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) em parceria com o Ministério da Justiça. O volume corresponde a 86% de todos os pedidos registrados em 2025, quando a metrópole contabilizou 452 solicitações ao longo de todo o ano. ➡️ O que é refúgio? É uma proteção internacional para quem precisa deixar seu país de origem devido a conflitos, perseguições ou violações de direitos humanos. ➡️ Quais são os direitos? O país de destino não pode devolver a pessoa ao local de risco. Além disso, deve garantir acesso a documentos, trabalho, saúde e educação. O cenário local acompanha uma tendência nacional. Após as restrições da pandemia de Covid-19, os pedidos de refúgio voltaram a crescer no Brasil. Em 2025, o país registrou 75.599 solicitações, uma alta de 10,9% em relação a 2024. Em Campinas, o aumento também é expressivo: os pedidos passaram de 330 em 2024 para 452 em 2025, o que configura um crescimento de 37%. Mudança de perfil O levantamento mostra uma alteração nas nacionalidades dos solicitantes que declararam Campinas como município de residência. Entre 2022 e 2025, os cubanos lideravam a lista. No ano passado, eles representaram 52% do total de pedidos registrados na cidade (235 solicitações). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp 🌍 No primeiro quadrimestre de 2026, no entanto, o Haiti assumiu o primeiro lugar. Veja o ranking dos principais países de origem neste ano: Haiti: 143 pedidos (36,9%) Cuba: 90 pedidos (23,3%) Gana: 75 pedidos (19,4%) Togo: 15 pedidos (3,9%) Benin: 11 pedidos (2,8%) Entre janeiro e abril de 2026, o Brasil teve 794 solicitações de refúgio feitas por haitianos. Desse total, 143 foram registradas em Campinas, o equivalente a cerca de 18% dos pedidos de haitianos no Brasil no período. Outro destaque é o crescimento do número de solicitantes de refúgio de Gana. Foram apenas duas em 2024, 52 em 2025 e 75 logo nos quatro primeiros meses de 2026. 1º de março - Homem com o rosto coberto pede que os manifestantes parem durante um protesto contra o governo do primeiro-ministro Ariel Henry e a insegurança, em Porto Príncipe, Haiti Ralph Tedy Erol/Reuters Crise no Haiti O Haiti, país mais pobre das Américas, enfrenta uma crise política e social que se agravou a partir de 2021, quando o então presidente Jovenel Moïse foi assassinado. Em 2023, com o fim dos mandatos de todos os integrantes do Parlamento, o país ficou sem uma estrutura política eleita, aprofundando a instabilidade. Desde então, o Haiti enfrenta um cenário de crise de governo, violência e perda de controle territorial. Gangues armadas passaram a dominar áreas de Porto Príncipe, a capital, e ampliaram sua influência sobre atividades econômicas e serviços locais. O país também enfrenta dificuldades econômicas que se intensificaram nos últimos anos. LEIA TAMBÉM: Avião com 118 imigrantes do Haiti fica retido por dez horas em Viracopos Após o assassinato de Moïse, o então primeiro-ministro Ariel Henry assumiu o comando do Executivo, mas deixou o cargo em 2024, após pressão em meio ao avanço da violência. Em abril de 2024, lideranças políticas haitianas formaram um Conselho de Transição para tentar reorganizar o governo e conduzir o país até novas eleições. A instabilidade, porém, continua, com mudanças na liderança do governo. O atual primeiro-ministro é Alix Didier Fils-Aimé. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

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