Campeã da São Silvestre supera atropelamento e vence maratona internacional: "Sou um milagre"
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Brazilian wheelchair athlete Leide Silva returned to competition after being struck by a car during a road race in Manaus and later won an international marathon. A driver who was reportedly intoxicated was detained after the collision, which left Silva with fractures and sidelined her for five months.
Paratleta supera acidente e vence maratona Uma vida marcada pela superação. É assim que pode ser definida a trajetória de Leide Silva, a Borboletinha das pistas. Aos 52 anos, a paratleta amazonense coleciona conquistas no esporte e encontrou nas pistas uma forma de mostrar que as adversidades não são capazes de limitar seus sonhos. Natural de Manacapuru, no interior do Amazonas, Leide contraiu poliomielite ainda bebê e perdeu os movimentos das pernas. A deficiência, no entanto, não a impediu de construir uma trajetória de destaque no paradesporto brasileiro, especialmente nas provas de rua da categoria cadeirante. Leide Silva - Paratleta. Arquivo Pessoal +Filho de ex-candidato à Presidência marca três gols na Copa do Brasil Sub-20 e sonha com o Vasco Entre suas principais conquistas está a vitória na Corrida Internacional de São Silvestre, no ano passado. Leide terminou em primeiro lugar na categoria feminina de cadeirantes, tornando-se a primeira amazonense a alcançar o feito. Ela completou o percurso de 15 quilômetros em 44 minutos e 25 segundos. Mas, entre tantas medalhas, uma conquista ganhou um significado ainda maior, continuar viva. Leide Silva - Paratleta. Arquivo Pessoal +Manaus anuncia o retorno do meia Wander Silva para a temporada 2027 Em março deste ano, durante uma corrida de rua em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, realizada em Manaus, Leide sofreu um grave acidente. A paratleta liderava a prova quando, na descida da avenida João Valério em direção à avenida Maceió, foi atingida por um carro que invadiu o percurso, apesar da sinalização. Segundo as informações do caso, o motorista estava embriagado. Paratleta é atropelada durante corrida no Dia Internacional da Mulher em Manaus +Fredson se despede do Nacional-AM e é o nono jogador a deixar o elenco do acesso à Série C: "Dever cumprido" Leide perdeu a consciência e só se lembra de ter acordado no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, na capital amazonense. Com ferimentos pelo corpo, ela chegou a pensar que teria provocado o acidente. — Eu não lembro. Só me lembro de estar dentro do 28 de Agosto, quando acordei na maca, fazendo exames para tirar raio-X. Eu estava inconsciente e pensava que tinha causado o acidente. Tive fraturas pelo corpo. — Minha vida eu devo a Jesus. Naquela hora, ele colocou a mão para que aquele motorista não atingisse minha cadeira no meio. Se não, ele teria me arrastado. Ele fugiu. Meu maior milagre é estar viva. Sou um milagre de Deus — disse Leide. Leide Silva - Paratleta Arquivo Pessoal +FAF adia rodada do Amazonense Sub-14 por causa da fumaça em Manaus Após a colisão, o motorista tentou fugir, mas foi contido por agentes do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) poucos metros depois. Ele foi preso em flagrante, e o teste do bafômetro apontou 0,54 miligrama de álcool por litro de ar expelido, índice acima do limite previsto na legislação para caracterizar a infração. A gravidade do acidente afastou Leide das competições por cinco meses. Durante o período, ela precisou se dedicar à recuperação e à fisioterapia. Além das fraturas na clavícula e dos ferimentos no rosto e na cabeça, a paratleta perdeu a cadeira utilizada nas provas, que teve as rodas empenadas e os freios quebrados. Leide Silva - Paratleta. Arquivo Pessoal +Caio Callyman deixa Nacional-AM e acerta com Jataiense-GO para 2027 A pausa, porém, não significou o fim da trajetória da Borboletinha. Em agosto, Leide voltou a competir longe de casa e conquistou mais um resultado expressivo. Na Maratona Internacional de Florianópolis, completou os 42 quilômetros e terminou em primeiro lugar na categoria. O retorno às pistas foi marcado por emoção. Ao ouvir o próprio nome ser anunciado como campeã, Leide não conteve as lágrimas. Mais do que uma vitória esportiva, o resultado simbolizou a chance de recomeçar depois de um acidente que poderia ter mudado sua vida para sempre. — É um amor que vem do coração. Estou sempre nas pistas. A Borboletinha do Asfalto voa nas pistas, então ela se sente livre. Em Florianópolis, as lágrimas desciam quando chamaram meu nome. Foi muito emocionante e marcou a minha vida, porque foi uma chance que Deus me deu de viver novamente e trazer o título para o Amazonas — concluiu. Leide Silva - Paratleta. Arquivo Pessoal