Bebê morre horas após parto em maternidade de MG; família denuncia suspeita de negligência

🇧🇷 Globo (BR) —
Bebê morre horas após parto em maternidade de MG; família denuncia suspeita de negligência

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A baby died hours after birth at the Regional Hospital in Varginha, Minas Gerais, and the family alleges medical negligence. The death was caused by severe asphyxia and meconium aspiration syndrome, with calls for investigation into the prenatal and delivery care.

Bebê morre horas após parto em maternidade de MG; família denuncia suspeita de negligência Um bebê morreu horas após o parto na maternidade do Hospital Regional de Varginha (MG), na segunda-feira (10). A família registrou um boletim de ocorrência por suspeita de negligência médica e pede que o atendimento prestado à mãe, durante a gestação e no momento do parto, seja investigado. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Segundo a declaração de óbito, a criança morreu em decorrência de asfixia grave e síndrome de aspiração de mecônio, nome dado às primeiras fezes do bebê. Bebê morre horas após parto em maternidade de MG; família denuncia suspeita de negligência Reprodução EPTV Em entrevista à EPTV, afiliada à TV Globo, a mãe, Lívia Salgado Tavares Silva, contou que procurou o Hospital Regional cerca de 15 dias antes do parto, após perceber perda de líquido. Segundo ela, na ocasião, a equipe avaliou que não havia perda de líquido e a encaminhou de volta para casa. De acordo com Lívia, ela voltou à maternidade durante a madrugada de segunda-feira, quando começou a sentir contrações. Ela afirmou que estava com cerca de dois centímetros de dilatação. Segundo o relato da mãe, uma médica avaliou que ela ainda não estava em trabalho de parto e solicitou um exame de cardiotocografia, que acompanha os batimentos cardíacos do bebê e as contrações da gestante. Lívia afirma que permaneceu cerca de uma hora realizando o exame. Segundo ela, durante esse período, outro médico avaliou a situação e identificou alterações nos batimentos cardíacos do bebê, recomendando que ela fosse encaminhada para uma cesariana. No entanto, ainda de acordo com a mãe, a médica solicitou que fosse realizado outro exame. “Chegou um doutor abençoado e viu que a minha filha estava com problema. Ele já me encomendou na hora para a cesárea. Ela [a médica] insistiu, ainda teimosa, para eu poder fazer outro cardio. Nesse momento, ela falou que a neném estava bem, que não tinha nada. No final do cardio, ela viu que tinha uma alteraçãozinha e fez o toque em mim, foi onde ela viu que tinha fezes. Aí foi onde que tirou minha filha rápido e realmente ela não resistiu”, relata. Lívia disse que estava com 40 semanas de gestação e questionou a evolução do atendimento. "Não tem como não, minha filha estava bem, aí a menina morre do nada. Eu quero justiça", declarou. Lívia pede justiça após morte de filha em maternidade EPTV/Reprodução Família questiona atendimento A irmã de Lívia, Daiana Salgado Lunato, também conversou com a equipe de reportagem e afirmou que a família questiona a demora para a realização do parto. Segundo ela, a gestante já havia procurado o hospital anteriormente após perceber a perda de líquido e deveria ter recebido acompanhamento desde então. "Ela já tinha vindo aqui há 15 dias perdendo líquido, ela já estava sem líquido. Então, o que acontece? Eles já tinham que ter dado assistência para ela desde o momento que ela começou a perder líquido", disse. A familiar afirmou ainda que a criança, chamada Isa, deveria estar voltando para casa com a família. "Essa menina hoje, a Isa, era para estar viva aqui nos nossos braços, indo embora para casa, não indo para o cemitério", afirmou. A família também questiona a informação de que os prontuários médicos somente seriam disponibilizados após um prazo de 30 dias. Irmã de Lívia afirma que ela deveria ter recebido assistência médica EPTV/Reprodução Leia também: Mulher relata trauma após perder bebê e sair de maternidade carregando feto em embalagem plástica em MG Polícia Civil investiga caso de mulher que morreu após complicações no pós-parto em Varginha, MG O que consta no boletim de ocorrência Conforme registrado no boletim de ocorrência, uma enfermeira do hospital informou que a gestante teria apresentado dificuldade para permanecer imóvel durante o exame, o que teria prejudicado a avaliação. Ainda de acordo com o registro, a profissional confirmou que a equipe identificou queda nos batimentos cardíacos do bebê e presença de mecônio antes da cirurgia. Após o nascimento, a recém-nascida teria entrado em parada cardiorrespiratória. A equipe médica iniciou as manobras de reanimação e, depois da estabilização, a bebê foi encaminhada para a UTI neonatal, onde foi intubada. Segundo as informações registradas no boletim de ocorrência, a criança permaneceu algumas horas na UTI neonatal, mas evoluiu a óbito. O registro deve ser encaminhado à Polícia Civil, que poderá avaliar a abertura de uma investigação para apurar as circunstâncias da morte e verificar se houve alguma falha no atendimento. A família afirma que pretende acompanhar a apuração e busca respostas sobre o que aconteceu durante o atendimento à gestante e ao bebê. O que diz o hospital Em nota, o Hospital Regional de Varginha informou que recebeu com tristeza a notícia da morte do recém-nascido e manifestou respeito e consideração à família. A instituição afirmou ainda que o caso está sendo cuidadosamente analisado pela equipe, assim co

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