'Batalha da Inajar': Justiça condena um corintiano por morte de palmeirense, outro por rixa e absolve outros 8
AI Summary
A São Paulo jury convicted one Corinthians supporter of the 2012 killings of two Palmeiras supporters, sentencing him to 16 years and four months in prison. A second defendant was convicted of a time-barred rixa offense, while eight others were acquitted; the defendants may appeal while free.
Corintianos são julgados por mortes de palmeirenses em SP O julgamento de dez torcedores corintianos acusados de participar do assassinato de dois palmeirenses em 2012, na Zona Norte de São Paulo, terminou nesta terça-feira (6) com a condenação de dois dos 10 réus. Um dos réus foi condenado a 16 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelos homicídios dos dois palmeirenses. Ele é o único dos condenados que ficará preso. O segundo réu foi condenado pelo crime de rixa, mas a punição está prescrita e, por isso, não será cumprida. Os outros oito réus foram absolvidos pelo Tribunal do Júri. Todos os réus, alguns deles da torcida organizada Gaviões da Fiel, respondiam em liberdade pelos homicídios de membros da Mancha Alviverde. Eles foram acusados de envolvimento nas mortes de André Alves Lezo, de 21 anos, e Guilherme Vinicius Jovanelli Moreira, de 19. Os corintianos sempre negaram o crime. Alguns deles chegaram a ser detidos pela polícia à época do crime, mas depois foram soltos. Com a condenação, eles poderiam ter saído presos, como determina o Supremo Tribunal Federal (STF), mas a Justiça decidiu que eles poderão recorrer da sentença em liberdade. O julgamento começou na segunda-feira (5) no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste. A previsão do TJ era de que ele pudesse terminar até sexta-feira (9). Além dos acusados, 50 testemunhas estavam arroladas para serem ouvidas, mas 40 delas foram dispensadas. Os palmeirenses André Lezo (à esquerda) e Guilherme Moreira (à direita) morreram em confronto com corintianos em 2012. Antonio Silva, o Donizete (ao centro), é um dos corintianos réus acusados dos homicídios. Reprodução/Arquivo e Paulo Toledo Piza/g1 Tanto os depoimentos das testemunhas como os interrogatórios dos réus ocorreram ainda na segunda-feira. Nesta terça, os debates entre acusação e defesa começaram às 9h. Sete jurados decidiram se condenavam ou absolviam os réus. Após a sustentação oral feita pelo Ministério Público (MP) e pelos advogados dos réus, o júri votou. A leitura da sentença foi feita pela juíza Flávia Castellar Olivério. 'Batalha da Inajar' Divulgadas imagens exclusivas do confronto entre torcedores em São Paulo O caso ficou conhecido como 'Batalha da Inajar' e ocorreu em março de 2012, antes de um jogo entre Corinthians e Palmeiras pelo Campeonato Paulista. O confronto ocorreu na Avenida Inajar de Souza e foi gravado por câmeras de segurança (veja vídeo acima). 'Era um menino de ouro', dizem amigas de torcedor morto em SP Família decide doar órgãos de jovem morto após briga de torcida em SP As vítimas palmeirenses eram da Mancha Alvi Verde e morreram após sofrer traumatismos durante a briga. Lezo morreu no mesmo dia do confronto. Guilherme morreu dois dias depois. Outros torcedores dos dois times também ficaram feridos durante a briga. Quem são os réus Torcedores foram mortos após confrontos entre membros de organizadas na Avenida Inajar de Souza, na Zona Norte de São Paulo, em 2012 TV Globo/Reprodução Antonio Alan Souza Silva, 48 anos, conhecido como Donizete: era presidente da Gaviões da Fiel na época do confronto. Segundo a acusação, teria participado da organização e da execução da ação e dado apoio moral e logístico para o confronto. Mario Batista, 46 anos, o Magoo: é acusado de ajudar a fornecer barras de ferro e cabos de ferramentas que teriam sido usados pelos torcedores durante a briga. Reinaldo Gilberto Alves, 48 anos, o Ade: também é acusado de ajudar no fornecimento de barras de ferro e cabos de ferramentas usados no confronto. Carlos Roberto de Brito Júnior, 43 anos, o Neguinho: é acusado de comprar fogos de artifício e organizar o transporte dos torcedores até o local da briga. Ele nega envolvimento. Um laudo de perícia grafotécnica afastou a possibilidade de semelhança entre a escrita dele e a de um bilhete usado na investigação. Douglas Deungaro, o Metaleiro: ex-presidente da Gaviões da Fiel, é acusado de participar da organização e da execução do confronto. Rodrigo Reinaldet Daher, 48 anos, o Capetinha: é acusado de participar da organização e da execução da ação contra os palmeirenses. Rodrigo de Azevedo Lopes Fonseca, o Diguinho: ex-presidente da Gaviões da Fiel, é acusado de participar da organização e da execução do confronto. Marcelo Eduardo Rodrigues Sales, 46 anos, o Ninja: é acusado de participar da organização e da execução da briga. Wagner da Costa, 43 anos, o BO: ex-presidente da Gaviões da Fiel, é acusado de participar da organização e da execução do confronto. Mario José Carneiro Pieroni, 38 anos: é acusado de participar da organização e da execução da ação. A investigação policial não identificou, porém, quem foram os responsáveis diretos pelos golpes que provocaram as mortes de André e Guilherme. Os dez acusados negam participação nos homicídios e também negam que tenham planejado o confronto. "Desde então meu cliente vive um inferno. O Douglas [Deungaro] sempre alegou inocência", disse nesta terça ao g1 o advogado Ricardo Martins,