Audiência de conciliação termina sem acordo e caso da FMF volta para as mãos do STF
AI Summary
A conciliation hearing in the institutional crisis at the Maranhão Football Federation (FMF) ended without a full agreement, with the case returning to Brazil's Supreme Court (STF) Justice Flávio Dino. Disagreements between the CBF, the public prosecutor's office, and clubs over election scheduling and management structure prevented a resolution, with FMF remaining under intervention by Susan Lucena.
A crise institucional na Federação Maranhense de Futebol (FMF) ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (16). Em audiência de conciliação realizada de forma remota e presidida pelo juiz Douglas de Melo Martins, os representantes da CBF, do Ministério Público, da atual intervenção e dos clubes não chegaram a um consenso total para encerrar o processo de intervenção que já dura mais de sete meses. O presidente afastado, Antônio Américo, também participou de forma remota. Audiência de concilição do caso FMF na sede da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís João Ricardo O principal objetivo do encontro era definir um cronograma para a realização de novas eleições, mas a falta de entendimento entre a CBF e as demais partes fez com que o caso fosse remetido novamente ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A representante do Ministério Público (MPMA) destacou que, embora o acordo total não tenha ocorrido, houve uma conciliação parcial envolvendo o sindicato dos atletas e clubes como o Sampaio Corrêa. Segundo Doracy Reis, promotora de Defesa do Consumidor, o trabalho realizado pela interventora Susan Lucena foi fundamental para o levantamento de irregularidades administrativas e financeiras. - Compreendemos que pode haver uma cointervenção entre a CBF e a interventora que aqui está, porque o trabalho da equipe de intervenção apresentou resultados, organizando as questões financeiras e desencadeando etapas do futebol maranhense - afirmou a promotora. Para o MP, a manutenção da estrutura atual em conjunto com a CBF seria o caminho ideal para organizar o pleito eleitoral, visão que, segundo ela, enfrenta resistência por uma "interpretação equivocada" da entidade nacional. Do outro lado da mesa virtual, o sentimento entre os clubes é de urgência. O advogado Perez Paz, vice-presidente do Sampaio, ressaltou que o setor busca uma solução rápida para os problemas de comunicação com a entidade máxima do futebol brasileiro. - A nossa proposta inicial era de que a nova eleição ocorresse em 30 dias, mas chegamos a aceitar o prazo de 75 dias para tentar um consenso - explicou. No entanto, Perez lamentou que a CBF e outras partes tenham rejeitado o acordo neste momento por questões processuais pendentes. "Os clubes têm tido dificuldades pela falta de diálogo e comunicação com a CBF. O que queremos é que essa situação seja resolvida e a federação regularizada o quanto antes", completou. A CBF mantém sua postura contrária à gestão compartilhada, argumentando que as normas da FIFA exigem autonomia total das federações e proíbem interferências externas, sob risco de punições internacionais aos clubes brasileiros e à Seleção. Agora, o relatório da audiência será encaminhado ao ministro Flávio Dino. O magistrado do STF poderá decidir o futuro da FMF imediatamente ou aguardar uma nova audiência de conciliação, que já possui uma previsão de data para o dia 26 de maio, às 9h. Enquanto isso, a FMF segue sob o comando de Susan Lucena, que continua gerindo as competições estaduais e torneios de base.