Atlético-MG convoca reunião para analisar balanço e aporte milionário que diluirá ações de Daniel Vorcaro

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Atlético-MG convoca reunião para analisar balanço e aporte milionário que diluirá ações de Daniel Vorcaro

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Atlético-MG is set to discuss a significant financial restructuring involving a R$ 430 million investment to address bank debts that exceed R$ 2 billion. This meeting will also impact the ownership stakes of key investors due to a forthcoming capital increase, diluting current shares, particularly that of Daniel Vorcaro, who is currently imprisoned.

Atlético afasta Daniel Vorcaro do Conselho de Administração O presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-MG, Ricardo Guimarães, convocou uma reunião para debater e examinar o balanço financeiro de 2025 e o aporte de R$ 430 milhões, que servirá para quitar parte das dívidas bancárias da SAF. Mais notícias do Atlético O conselho se reunirá na próxima segunda-feira, dia 25, na Arena MRV. Os membros do deliberativo participarão de duas chamadas: a primeira, às 18h, com a presença de pelo menos 2/3 do número de conselheiros, e a segunda, às 19h — conforme prevê o estatuto. Arena MRV vai receber reunião Pedro Souza / Atlético-MG No balanço financeiro, o Atlético apresentou uma dívida que supera os R$ 2 bilhões. Além disso, a receita bruta foi de R$ 768 milhões, aumento de 14% em relação a 2024. Do total, R$ 565 milhões foram de direitos de transmissões, bilheteria, sócio-torcedor, premiações e receitas comerciais e oriundos da Arena MRV. A outra pauta será o aporte feito pelos donos para atacar as dívidas bancárias. O valor total é de R$ 530 milhões. Isso gerará um aumento de capital da SAF em R$ 436,904 milhões - impactando na porcentagem dos donos. Rafael Menin e Rubens Menin ficarão com uma fatia ainda maior. Outros serão diluídos: a Associação, o empresário Daniel Vorcaro, o empresário Ricardo Guimarães e o FIGA. Atualmente está assim: Rubens e Rafael Menin: 41,8%; Associação: 25%; Galo Forte FIP (Daniel Vorcaro): 20,2%; Ricardo Guimarães: 6,3% e FIGA: 6,7%. ge Atlético comenta afastamento de Daniel Vorcaro do Conselho de Administração O aumento de capital impactará a porcentagem de Daniel Vorcaro. O empresário está preso e passa por um longo processo na Justiça. Com isso, ele se tornará um investidor "irrelevante". Logo após a prisão, o Galo afastou o acionista do Conselho de Administração. Em entrevista ao ge, em março, o CEO do Atlético, Pedro Daniel, falou sobre o tema. - Tomamos todas as ações necessárias por parte do clube. Afastamos ele do Conselho, tiramos de toda parte operacional. Agora, com o aporte, ele será diluído. Ele irá se tornar um acionista irrelevante, porque ele não vai acompanhar o investimento. Logo, a participação dele será reduzida. Ele ficará entre 4% e 5%. Ele se torna irrelevante na operação - explicou o CEO. CEO do Atlético-MG explica como aporte vai ajudar na operação do futebol Vale lembrar que, conforme prevê a cláusula antidiluição, a porcentagem da associação - hoje em 25%, — pode ser reduzida a 10%, a depender do aumento de capital. O documento também consta um aporte feito de cerca de R$ 94 milhões, destinado ao FIGA - Fundo de Investimentos e Participações Multiestratégia. O prazo final era até o dia primeiro de novembro de 2026. O que é o FIGA? O FIGA é uma sigla para "Fundo de Investimentos do Galo", e será o local de participações minoritárias dos torcedores. São "investidores qualificados", ou seja, que já tenham lastro em participações de fundos de investimento. A ideia era captar outros R$ 100 milhões, via emissão de cotas, na qual o valor unitário é de R$ 1 milhão. Como o clube não conseguiu chegar ao valor, um dos donos da SAF, Rubens Menin, se comprometeu a preencher o valor restante. Nova sede do Atlético-MG Daniela Veiga/ Atlético + ✅ Clique aqui e siga o canal da torcida do Galo no WhatsApp! O endividamento bancário é um dos grandes problemas financeiros do clube. Hoje, a dívida está por volta de R$ 654 milhões. A ideia da SAF é atacar essas dívidas de curto prazo para ter um melhor fluxo de caixa e respiro nos investimentos feitos no futebol. — No último ano, pagamos R$ 250 milhões de juros. Ou seja, só a correção de dívida. Isso torna inviável. A gente perde competitividade. É a verdade. Quando a gente faz um movimento como esse, a gente reduz mais ou menos de 120 a 130 milhões de reais em juros no ano. É um dinheiro que sai da nossa operação para pagamento de juros. Essa operação serve exatamente para nos aliviar - explicou Pedro Daniel. Assista: tudo sobre o Atlético no ge, na Globo e no Sportv 🎧 Ouça o podcast ge Atlético 🎧

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