Atendimento dermatológico é ofertado de graça em ação de combate à hanseníase no Acre
AI Summary
A mobile health unit is offering free dermatological consultations to combat leprosy in Alto Acre, Brazil. The initiative is a partnership between Brazil's Ministry of Health and dermatological societies to provide early diagnosis and treatment to rural populations.
Carreta inicia atendimentos contra a hanseníase no Alto Acre Os moradores da região do Alto Acre podem se consultar gratuitamente com dermatologistas entre esta quarta (19) e sexta-feira (19) e outros especialistas do Projeto Roda Hans. A ação reforça o combate à hanseníase no estado acreano. A carreta equipada com consultórios e profissionais está instalada no Hospital Regional do Alto Acre Raimundo Chaar, em Brasiléia, no interior do Acre, e vai atender a população de Epitaciolândia, Xapuri, Assis Brasil e municípios vizinhos. ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp A iniciativa é do Ministério da Saúde em parceria com a com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, estados e municípios, que alia capacitação profissional e atendimento especializado à população. Os atendimentos ocorrem das 8h às 12h e das 13h às 16h. Desde segunda (15), médicos e enfermeiros participaram de uma formação voltada ao diagnóstico precoce, tratamento e acompanhamento da hanseníase. Após a etapa teórica, o projeto seguiu para a fase prática, permitindo que os profissionais acompanhem atendimentos reais sob supervisão de especialistas. Carreta 'Roda Hans' vai oferecer atendimento a população do Alto Acre entre esta quarta (17) até a próxima sexta (19) em frente ao Hospital do Alto Acre em Brasiléia (AC) Eldson Júnior/Rede Amazônica Acre Pessoas que apresentem manchas na pele, feridas que não cicatrizam, alterações em pintas, caroços, perda de sensibilidade ou qualquer outro sinal que possa indicar doenças dermatológicas, incluindo a hanseníase, devem buscar atendimento médico. A carreta proporciona acesso a consultas especializadas para moradores que, normalmente, precisam percorrer longas distâncias em busca de atendimento. Um exemplo é a servidora pública Maria Antônia da Silva Bezerra, que procurou atendimento para a filha após o surgimento de manchas no couro cabeludo dela. “A gente não sabia o que fazer e fomos encaminhados para Rio Branco. Mas agora os dermatologistas vieram para cá e vamos ser atendidos em Brasiléia. É muito melhor porque a gente não tem condições de tirar dinheiro do próprio bolso para viajar”, relata. LEIA MAIS: Hanseníase: Acre fecha 2025 com 240 casos da doença; campanha Janeiro Roxo reforça prevenção Acre tem oitava maior taxa de casos de hanseníase a cada 100 mil habitantes no país, diz Ministério da Saúde No Acre, pacientes de hanseníase que sofreram isolamento compulsório terão direito a certificado Entre os pacientes atendidos também está o agricultor Arildo Zucoloto. Ele conta que aproveitou a passagem da unidade móvel para investigar sintomas que ainda não possuíam diagnóstico. “Tenho uma mancha no braço e um problema na mão. Não sei o que é, por isso estou procurando um profissional. Aqui é mais difícil conseguir atendimento especializado e agora temos essa oportunidade”, comenta. Carreta proporciona acesso a consultas especializadas para moradores que precisam percorrer longas distâncias em busca de atendimento Eldson Júnior/Rede Amazônica Acre Ampliar atendimentos A iniciativa busca ampliar a capacidade dos profissionais de saúde para identificar sinais da doença ainda nas fases iniciais, garantindo tratamento rápido e reduzindo o risco de sequelas. Segundo João Oliveira, mestre em Hanseníase do Ministério da Saúde, a proposta é fortalecer a atenção básica para que os pacientes possam receber assistência no próprio município. “O nosso objetivo é capacitar os médicos da atenção básica, dos postos de saúde, no manejo, diagnóstico e tratamento da hanseníase. Entendemos que esses pacientes devem receber cuidados no próprio município, sem precisar viajar para outra cidade para receber atendimento especializado”, explica. Para a enfermeira Andressa Albuquerque, de Epitaciolândia, a capacitação representa um importante reforço para o trabalho desenvolvido nos municípios. iniciativa busca ampliar a capacidade dos profissionais de saúde para identificar sinais da doença ainda nas fases iniciais Eldson Júnior/Rede Amazônica Acre “Esse treinamento é de suma importância para nós. A teoria aplicada reforça o nosso conhecimento e vai facilitar muito os futuros diagnósticos, porque teremos mais habilidade para reconhecer as manchas e realizar os testes necessários para a identificação da doença”, afirma. Outra participante da capacitação é a médica Bárbara Galeno Palitot, de Brasiléia. De acordo com ela, o diagnóstico precoce é fundamental para garantir melhores condições de vida aos pacientes. “Quando a gente identifica a doença, o paciente já pode receber o tratamento e ter uma qualidade de vida melhor. A hanseníase tem cura e é importante enfatizar isso. Durante muito tempo existiu um grande tabu em torno da doença”, ressalta. Dados no Acre O Acre fechou o ano de 2025 com 240 novos casos de hanseníase, segundo dados do programa estadual da doença. Com os registros mais recentes, o estado ocupa a oitava posição no ranking nacional e a quarta na Região Norte, com cerca de 16 casos por 100 mil habitantes.