Ataque russo atinge prédio residencial na Ucrânia; VÍDEO mostra janelas explodindo
AI Summary
A large Russian aerial attack struck Ukraine, damaging more than 10 energy facilities and leaving over half a million homes without electricity. Residential buildings in Irpin were hit and people were killed in Kyiv and Kryvyi Rih; President Zelensky also criticized gaps in advance warning and air-defense support.
A Rússia lançou um dos maiores ataques aéreos dos últimos meses contra a Ucrânia, deixando mais de meio milhão de residências sem energia elétrica, na madrugada desta segunda-feira (19). Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, Moscou disparou 16 mísseis balísticos contra Kiev e seu entorno, além de mais de 200 drones em todo o país. Mais de 10 instalações de energia foram danificadas. Um vídeo obtido pela agência de notícias Reuters, gravado pela câmera do painel de um veículo, mostra o momento exato em que um prédio residencial em Irpin, na região metropolitana da capital, é atingido pela força de uma explosão. Várias janelas do edifício quebraram e voaram até a rua, quase atingindo o veículo. "Para onde ir? Não há para onde ir... Só planos para sobreviver. Hoje, todo o prédio teve sorte, porque foi absolutamente aterrorizante. Ouvi a explosão, então corri para o corredor, e um armário tinha caído em cima do meu marido, que não conseguia se levantar. Eu me cortei um pouco com alguns cacos de vidro, pois havia uma janela. Tudo caiu no sofá", lamentou uma moradora de 58 anos ao relembrar o susto que viveu. De acordo com as autoridades, os ataques russos mataram uma mulher em Kiev e mais duas pessoas na cidade industrial de Kryvyi Rih. Na manhã desta segunda, em post no Telegram, Zelensky reclamou da falta de informações de Inteligência. Disse que não recebeu nenhum aviso prévio de seus aliados sobre o ataque russo: "Outro ataque com mísseis balísticos russos ocorreu em várias ondas durante a madrugada e, mais uma vez, não houve aviso prévio de nossos parceiros. Quando as entregas de mísseis para a defesa aérea da Ucrânia são bloqueadas, enquanto a Rússia recebe alívio ou adiamentos nas sanções, isso é, infelizmente, uma negação da realidade por parte de nossos parceiros". Ao longo dos quase cinco anos de guerra, a Ucrânia tem contado com a Inteligência dos EUA para detectar lançamentos de mísseis balísticos russos e fornecer alertas antecipados sobre ataques iminentes. No entanto, neste momento, há um atrito crescente entre ele e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que vem afirmando que o líder ucraniano é o culpado pelo prolongamento da guerra. O secretário de Estado Marco Rubio nega que os Estados Unidos tenham suspendido parte do compartilhamento de informações com a Ucrânia, contrariando Zelenskiy, que afirmou que os Estados Unidos restringiram brevemente essa cooperação. Yurii Ihnat, porta-voz da Força Aérea ucraniana, disse que Kiev não recebeu nenhum aviso antes do primeiro ataque com mísseis balísticos durante a madrugada, mas recebeu informações antes de um segundo ataque. “Por alguma razão, nenhuma informação foi recebida na primeira vez, uma questão que nossos especialistas estão investigando em conjunto com nossos parceiros, já que não é a primeira vez que tal situação ocorre”, disse Ihnat à televisão ucraniana. Rússia confirma "ataque massivo" O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que suas forças realizaram um “ataque massivo” utilizando armas de precisão e drones de ataque contra instalações da indústria de defesa ucraniana, locais de armazenamento de drones e mísseis de cruzeiro, além de um centro de dados. O primeiro-ministro ucraniano, Sergii Koretskyi, disse que o setor de energia foi o principal alvo dos ataques, com danos relatados em todo o país. O Ministério da Energia da Ucrânia informou que foram implementados apagões rotativos para residências e empresas enquanto equipes trabalhavam para restaurar o fornecimento de energia. Estações ferroviárias, depósitos farmacêuticos, imóveis comerciais e edifícios residenciais também foram danificados, disse Koretskyi. Explosão de janelas em prédio residencial da Ucrânia REUTERS