Assédio de universidades dos EUA desafia basquete brasileiro e preocupa clubes; entenda

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Assédio de universidades dos EUA desafia basquete brasileiro e preocupa clubes; entenda

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US universities are increasingly recruiting young Brazilian basketball talents with lucrative NIL contracts, impacting Brazilian clubs like Sesi Franca Basquete, Pinheiros, and Paulistano by drawing players away early. This shift reflects a global trend affecting basketball teams worldwide.

Helinho fala sobre vida pessoal, trajetória no basquete e o Franca A crescente procura de universidades dos Estados Unidos por jovens talentos do basquete brasileiro tem mudado o planejamento dos clubes do país. Com bolsas de estudo, estrutura de ponta e contratos milionários viabilizados pelas regras do NIL (Name, Image and Likeness), atletas entre 17 e 24 anos estão optando cada vez mais pela NCAA, principal liga universitária norte-americana, antes mesmo de consolidarem a carreira no Brasil. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Um levantamento feito pela reportagem identificou ao menos dez brasileiros já contratados ou comprometidos com universidades dos Estados Unidos para a temporada 2026/27, que começa no fim de agosto. Visão da quadra do Final Four da NCAA montada no Lucas Oil Stadium de Indianapolis IMAGN IMAGES via Reuters Connect LEIA TAMBÉM: Entenda por que Gui Santos ganhará salário maior que Lebron James LeBron James abre mão de R$ 245 milhões Entre eles estão Eduardo Klafke (Butler University), Samis Calderón (Universidade de Butler), Augusto Cassià (UTEP Miners), Pedro Pastre, Gabriel Landeira (Georgetown University), Afonso Pacheco, Cauã Pacheco (Troy University), Marcio Santos (LSU – Louisiana State University), Nathan Mariano (Seton Hall University) e Wini Braga (Washington University). A maior parte já assinou os contratos e aguarda apenas a conclusão do processo de elegibilidade da NCAA, etapa obrigatória para que o estudante-atleta possa disputar competições oficiais. O procedimento verifica critérios acadêmicos, documentais e esportivos antes da liberação para atuar nos Estados Unidos. Impactos no Brasil O crescimento desse movimento está diretamente ligado às regras do NIL (Name, Image and Likeness), implantadas em 2021. A medida permite que atletas universitários sejam remunerados pela exploração comercial de sua imagem, nome e marca pessoal por meio de patrocínios, campanhas publicitárias e acordos com empresas, algo que era proibido anteriormente. Na prática, universidades e coletivos de apoiadores passaram a oferecer contratos milionários aos principais talentos do mundo, tornando a NCAA uma das principais vitrines do basquete internacional. Pinheiros, vice-campeão do NBB 2025/2026 Yuri Reuters O movimento já impacta equipes tradicionais como o Sesi Franca Basquete, atual pentacampeão do NBB, Pinheiros, atual vice, e Paulistano, que historicamente utilizam jogadores formados nas categorias de base para compor o elenco profissional. O Pinheiros, por exemplo, perdeu três jogadores nesta janela de transferências: Afonso Pacheco, Pedro Pastre e Cauã Pacheco. Cauã Pacheco, um dos destaques do Pinheiros no NBB 2025/2026 Yuri Reuters Para o técnico Helinho Garcia, do Sesi Franca Basquete, a saída precoce dos atletas exige uma mudança na forma de montar as equipes e reflete uma transformação que atinge o basquete mundial. - É um movimento que preocupa o mundo todo. As equipes da Europa, das Américas, porque as universidades americanas estão levando os atletas com 17 até 24 anos, pagando muito bem. Isso naturalmente fez uma série de transformações nas equipes onde esses jogadores atuam - afirma. Helinho Garcia, técnico do Sesi Franca Divulgação/Fiba Americas Segundo Helinho, o Franca sempre buscou equilibrar atletas experientes e jovens revelados pelo clube, estratégia que agora precisará ser revista. - Nossa equipe geralmente é formada por seis ou sete adultos, e a outra metade é da base. Sem eles, a gente tem que se reinventar. Temos que tentar manter um trabalho. Nós pensamos que o basquete serve de trampolim, uma alavanca social, para jogadores que possam ter oportunidades, tanto aqui quanto fora, mas precisamos continuar nosso trabalho com serenidade e pés no chão. Helinho Garcia fala com jogadores do Franca no início da pré-temporada 2026/2027 Marcos Limonti RELANCE/ SFB “Movimento sem volta” Quem também acompanha de perto essa transformação é o ex-jogador da seleção brasileira Rogério Klafke, pai de Eduardo Klafke, um dos brasileiros que defenderá uma universidade norte-americana na próxima temporada. Para ele, a criação das regras do NIL mudou definitivamente o cenário do basquete e tornou a NCAA ainda mais atrativa para jovens talentos. - Com a NIL, tudo no basquete se transformou. Isso fortalece a NCAA. Todos os jogadores grandes partem para essa liga e acho que é um movimento sem volta. Na minha época, fui convidado por faculdades e optei por não ir. Se fosse hoje, meu Deus do céu - reflete. Helinho, técnico do Franca, e o ala Eduardou Klafke Marcos Limonti Segundo Klafke, a possibilidade de unir desenvolvimento esportivo, formação acadêmica e remuneração antecipada faz com que cada vez mais atletas enxerguem essa opção de mercano como o melhor caminho para a carreira. - Jogadores que se destacam começam a ver esse mercado americano como uma grande oportunidade de vida. Principalmente porque eles não sabem o que pode acontecer depois. Muitos conseguem grandes v

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