Aldeias indígenas e comunidades rurais: MT tem 114 locais de votação em áreas de difícil acesso
AI Summary
Mato Grosso has 114 hard-to-reach polling locations, including Indigenous villages, rural communities, and riverside areas, with some sites hundreds of kilometers from electoral offices. The regional electoral court is arranging specialized transport, satellite internet equipment, technical teams, and security support to enable voting and results transmission.
Terra Indígena Perigara, da etnia Bororo, é o único local de votação da comunidade e tem 77 eleitores aptos a votar. Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) Mato Grosso tem 114 locais de votação em áreas de difícil acesso, entre aldeias indígenas, comunidades rurais e ribeirinhas, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Algumas dessas localidades ficam a até 350 km das sedes das Zonas Eleitorais e exigem uma operação logística especial para garantir que os eleitores possam votar. Do total, 38 locais estão em aldeias indígenas, 66 em áreas rurais e 10 em áreas urbanas. Apesar da classificação, os locais urbanos também são considerados de difícil acesso devido à distância, às condições das estradas e à necessidade de transporte por embarcações. Um exemplo é a Escola Estadual Olavo Bilac, em Rondolândia, que pertence à 61ª Zona Eleitoral. Para chegar ao local, é necessário enfrentar dificuldades de deslocamento, que podem incluir longos trajetos por estradas de chão e transporte fluvial. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Agora no g1 A 57ª Zona Eleitoral, com sede em Paranatinga, concentra o maior número de locais de difícil acesso, com 12 localidades. Em 11 delas, o deslocamento é feito por estradas sem asfalto. Seis desses locais ficam em aldeias indígenas, entre elas as aldeias Ulupuwene, Pakuera, Marechal Rondon, Villas Boas, Ipatse e Mehinako, distribuídas entre Paranatinga e Gaúcha do Norte. Além disso, em oito localidades, o trajeto inclui transporte fluvial e trechos de estradas asfaltadas e não asfaltadas. Em duas escolas indígenas de Marcelândia, o percurso também exige a passagem por pontes de madeira. O transporte aéreo é necessário em sete localidades, todas em aldeias indígenas. São elas: Metuktire e Capoto, em Peixoto de Azevedo; Pavuru, em Feliz Natal; Perigara, em Barão de Melgaço; e Villas Boas, Ipatse e Mehinako, em Gaúcha do Norte. Para atender aos 114 locais, o TRE-MT prepara uma estrutura logística que inclui urnas eletrônicas, equipamentos de informática, transporte, equipes técnicas e apoio das forças de segurança. Segundo a presidente do tribunal, desembargadora Serly Marcondes Alves, a operação foi organizada para garantir que os eleitores possam exercer o direito ao voto sem precisar se deslocar para outras localidades. De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação do TRE-MT, Leon Santos Filho, 131 técnicos vão atuar na transmissão dos resultados. O número é maior que o total de locais de votação porque algumas Zonas Eleitorais também terão equipes de suporte técnico. Todos os 114 locais utilizarão o sistema JE Connect, com conexão à internet via satélite para transmitir os resultados da votação. Os profissionais responsáveis pela operação passaram por treinamento, e parte deles já tem experiência na função. Para garantir o funcionamento do sistema, o TRE-MT enviou 572 dispositivos JE Connect aos cartórios eleitorais do estado, além de 199 kits de reserva.