A camisa 10 está vazia: como a Argentina prepara a vida sem Messi
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Argentina is preparing for life after Lionel Messi, who is set to make his farewell appearance for the national team against Benin at Buenos Aires’ Monumental stadium. Nico Paz is a leading candidate to inherit the number 10 shirt as the team rebuilds, with Franco Mastantuono also in contention.
Buenos Aires respira Messi às vésperas de sua despedida da Seleção Durante quase duas décadas, poucas perguntas foram necessárias quando o assunto era a camisa 10 da Argentina. Ela tinha dono. Algo que vai mudar na seleção argentina a partir de agora. Lionel Messi vai se despedir da seleção contra o Benim, nesta terça-feira, no Monumental de Núñez, e deixará para trás algo que vai muito além de um número na camisa. A partir da despedida do craque, a Argentina terá de descobrir como jogar, se organizar e construir novas lideranças sem um dos maiores jogadores da história. Messi faz seu último treino com a seleção da Argentina antes da despedida JUAN MABROMATA / AFP O processo já começou. A seleção argentina atravessa uma renovação de elenco, com jovens ganhando espaço e referências do último ciclo deixando de ser intocáveis. No centro dessa transformação está uma questão simbólica: quem assumirá o peso de vestir a 10 depois de Messi? Nos últimos dois amistosos da seleção, ela esteve vazia, em respeito ao craque argentino. Um nome aparece com força: Nico Paz. Aos 22 anos, o meia é tratado como uma das principais peças da nova geração argentina e está entre os candidatos a receber a camisa. Para Alejandro Wall, jornalista do Olé, os sinais apontam justamente nessa direção. - Tudo indica que a camisa número 10 vai ser de Nico Paz. Acho que, possivelmente, toda essa renovação vai estar muito centrada em jogadores como Nico Paz. Vai ser, seguramente, a oportunidade dele, pelo menos do ponto de vista futebolístico. Não falo de uma liderança nesse sentido. Vamos ver como funciona, mas acho que é um jogador de quem a comissão técnica gosta muito - disse Alejandro Wall ao ge. Nico Paz, da Argentina, comemora gol contra Burkina Faso, em amistoso. JUAN MABROMATA / AFP Nico Paz chega à disputa respaldado também pelo que fez no futebol italiano. O meia foi eleito o melhor jovem da Serie A na temporada 2025/26, na qual marcou 13 gols, deu sete assistências e entrou na seleção ideal da competição. Nico Paz não é, porém, o único candidato. Franco Mastantuono também aparece entre os jovens cotados para herdar a camisa 10. Até a possibilidade de não entregar imediatamente o número a um sucessor definitivo faz parte do debate sobre o início da era pós-Messi. Messi brinca com a bola em seu último treino com a seleção argentina antes da dspedida JUAN MABROMATA / AFP Para Emiliano Daniel Baratz, empresário e torcedor fanático da Argentina e do San Lorenzo, entregar a camisa a Nico Paz significaria também transformar o peso da comparação com Messi em combustível. - Que pergunta difícil! A verdade é que começa agora um processo em que quem vestir a camisa 10 será comparado com Messi o tempo todo. Na minha opinião, acho que seria um desafio incrível para Nico Paz. É jovem, tem muito a aprender, e ter esse parâmetro de comparação vai fazer com que ele se esforce em dobro. Veja detalhes da camisa de despedida de Messi da Argentina A renovação vai além da camisa 10 A ausência de Messi muda além da referência técnica. A Argentina também começa a reorganizar a hierarquia construída durante o ciclo mais vitorioso de sua história recente. Cuti Romero passa a ocupar o posto de capitão neste novo momento, enquanto Scaloni abre espaço para uma geração mais jovem. É um processo que ultrapassa a busca por um novo protagonista. Passa também pela construção de novas referências dentro do grupo. Scaloni abraça Messi Reuters Alejandro Wall enxerga semelhanças entre o momento atual e aquele encontrado por Scaloni quando assumiu a seleção argentina, inicialmente como interino, em 2018. - Scaloni está em um momento de "voltar a começar". E é bastante impactante porque ele assumiu a seleção em setembro de 2018, como interino, e começou a fazer um trabalho que tinha a ver justamente com formar novos jogadores de seleção. Naquele momento, a seleção estava em uma etapa de transição pós-Rússia e precisava encarar essa situação. O jornalista argentino lembra que a preocupação de Scaloni e de sua comissão técnica naquele momento era construir uma base que sobrevivesse independentemente de quem estivesse no comando. Ingressos para despedida de Messi estão esgotados Naquelas entrevistas coletivas, Scaloni destacava o tempo todo que ele, Aimar e os demais estavam ali para formar novos jogadores de seleção, deixar uma boa lista de jogadores que soubessem que, quando vestissem a camisa da Argentina, saberiam o que fazer e teriam personalidade para isso. Alejandro Wall recorda ainda uma frase repetida por Scaloni naquele início de trabalho: a preocupação era deixar uma estrutura pronta até mesmo para um eventual sucessor. - Ele dizia: "Sem importar se somos nós ou o treinador que vier". Scaloni repetia o tempo todo que o técnico que viesse teria uma grande base. Oito anos depois, Scaloni volta a encarar um processo de reconstrução. Desta vez, porém, depois de ter comandado uma geração que recolocou a Argentina no topo do futebol mundial. Palco da despedida de Mes